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Vitaminas

Vitamina K

Categoria: 
Apresentação: 

Liposoluvel

Existem 3 formas de vitaminas K:

  K1- Filoquinona- presente nas verduras e hortaliças

  K2- Menaquinona, Konaquiona- origem animal e bacteriana (síntese saprófita)

  K3- Menadiona

Funções: 
Actua na coagulação sanguínea-activando o sistema enzimático carboxilase dependente, presente na membrana microssomal hepática, responsável pela síntese de factores de coagulação (protrombina); É vital para o correcto funcionamento do fígado; Está envolvida no processo corporal de fosforilação, ou seja, conversão da glicose em glicogénio; Previne excesso de fluxo menstrual; É um importante factor de vitalidade e longevidade
Fontes: 

  Nabo, Brócolos, Alface

  Queijo, Leite, Manteiga

  Fígado

  Carnes

Metabolismo: 

  Tem uma absorção de 40 a 80%, que ocorre pela ingestão oral, no intestino delgado.

   As formas biologicamente activas (K1 e K2) requerem a presença de bile e suco pancreático.

   Já na circulação linfática são transferidas dos quilomícrons para as lipoproteinas B e levadas para os principais órgãos de captação: fígado, pele e músculos.

  É armazenada em menor quantidade e essa reserva tem uma duração de cerca de 30 dias.

  A excreção é feita por vias urinárias e fecal na forma intacta como óxidos ou glucoronídeos de vit. K na forma conjugada.

   Esta vitamina também pode originar-se da síntese bacteriana no I. Grosso, pela flora bacteriana, e supre 50% das necessidades diárias.

Causas de deficiência: 

  Má absorção de gorduras.

  Obstrução dos ductos biliares.

   Administração prolongada de antibióticos.

  Transtornos hepáticos.

   Cancro.

  Aspirinas.

  Toma de anticoagulantes (varfarina)- efeito antagonista

Patologias: 

  Hipoprotrombinemia- condição caracterizada por um aumento ou prolongamento indifinido do tempo necessário para a coagulação.

  Hemorragias em qualquer parte do corpo.

  Abortos.

  Doença celíaca

Doses: 

  RDA: até 0,3 mg/dia

  Nutrição óptima: 300 a 500 mcg

Ortomilecular: 30 a 40mcg por quilo de peso- adultos

Toxicidade: 

  A vitamina K natural é armazenada no organismo sem produzir sintomas de toxicidade, contudo doses excessivas de vit K sintética pode provocar reacções tóxicas. Pode apresentar toxicidade em doses acima de 5mg.

  No recém-nascido causa hiperbilirrubinemia.

  Outros efeitos são doença hepática e anemia hemolítica

Interacções: 

  Devido à vitamina K (sintética) ser biologicamente muito activa nos processos de coagulação, as pessoas que a ingerem regularmente com uma dieta moderna desiquilibrada, têm mais risco de padecer de uma trombose.

  Pessoas que tomam antocoagulantes devem ter em conta que a vit K sintética pode por  em causa a efetividade destes fármacos, e por outro lado também inibem a absorção da vitamina K natural

Nutrientes sinergéticos: 

  Probioticos.

  Vitamina F (Ácidos Gordos).

  Cobre.

  Ferro.

  Magnésio

Colina

Categoria: 
Apresentação: 

Amanitina ou factor lipotropico

Actua junto do inositol como constituinte básico da lecitina, estando presente em todas as células vivas. Está associado à utilização dos lípidos e do colesterol no corpo, prevenindo a acumulação de gorduras no fígado. Colina combina c/os ácidos gordos e ácido fosfórico dentro do fígado para formar lecitina. 

Funções: 
Precursora da betaína, uma importante substancia corporal, que participa nas reacções metabólicas do organismo como dadora de metilo Participa na síntese de acetilcolina (essencial para o impulso nervoso) Factor lipotrópico – previne a acumulação de gorduras no fígado e órgãos Estimula produção fosfolipidos (componentes essenciais das membranas celulares) Síntese de lecitina Essencial para bainha de mielina Previne cálculos biliares na Vesidula Biliar
Fontes: 

  Alimentos ricos em fosfolípidos

  Alimentos ricos em B12 e folato: vísceras, verduras escuras, feijões, cereais integrais, soja (lecitina)

 

Metabolismo: 

É sintetizada a partir da B12 e folato (ácido fólico) junto com a metionina (AA). Absorção dá-se ao nível do Intestino Delgado. A forma mais biodisponível é a fosfatidilcolina (suplemento natural)

Causas de deficiência: 

  Fígado gordo – cirrose

  Colesterol sanguíneo alto

  Aterosclerose – trombose – enfarte

  Úlceras do estômago

  Degeneração nervosa

  Menor resistência a infecções

Doses: 

  DRA- por determinar

  Nutrição óptima- 100 a 500 mg

  Ortomolecular- 200 a 2.000 mg

Toxicidade: 

  Uso prolongado de altas doses pode ocasionar deficiência de B6 

  Até 5g não estão relatados sintomas de intoxicação, no entanto podem surgir transtornos gástricos como diarreias ou náuseas

 

Interacções: 

  Os suplementos sintéticos deverão ser acompanhados com o complexo B

  Ao tomar colina regularmente, deve-se ingerir igualmente suplementos de cálcio para manter o equilíbrio de cálcio e fósforo, uma vez que a colina faz aumentar os níveis de fosforo

  È mais efectiva quando se toma com a B5 em quantidades iguais

Nutrientes sinergéticos: 

  Vitamina A

  Complexo B

  Vitamina B12 e ácido fólico- ajudam na síntese de colina

  Ácido linoleico

Vitamina B1

Categoria: 
Apresentação: 

VITAMINA B1 / TIAMINA / FACTOR ANTI-BERIBERI/ ANEURINA / FACTOR ANTI-NEURÍTICO

Vitamina HIDROSSOLÚVEL

Funções: 
 Participa activamente no metabolismo dos hidratos de carbono - PFT  Melhora as funções do sistema nervoso - desempenha um papel na condução dos impulsos nervosos  Aumenta a capacidade de aprendizagem  Participa na síntese de acetilcolina, neurotransmissor essencial para a memória recente  Estabiliza o apetite e melhora a assimilação e digestão dos alimentos  Necessária para o desenvolvimento das crianças e melhora o desenvolvimento muscular do estômago, intestino e coração  Previne a acumulação de depósitos de gordura na parede das artérias
Fontes: 

Levedura de cerveja seca
Arroz integral
Nozes
Leguminosas
Carne (porco, cordeiro, vaca e aves)
Algas Wakame, Kombu, Agar-Agar

Metabolismo: 

É feita rapidamente no Intestino Delgado. Após absorção é transportada pelo sistema circulatório até ao fígado, rins e coração, onde se pode combinar com o Manganês e certas proteínas específicas para formar as enzimas activas que desdobram os hidratos de carbono.
A tiamina pode ser destruída por uma enzima, a tiaminase, presente nas amêijoas e ostras cruas.
Comer quantidades elevadas de açúcar pode causar um esgotamento de tiamina, assim como fumar e beber álcool.

Causas de deficiência: 

Alimentos que perdem o valor nutricional em tiamina pelo calor, contacto com o ar, ou dissolvidos em água ao cozinhar
Consumo de café (ou bebidas com cafeína)
Consumo excessivo de álcool
Consumo excessivo de hidratos de carbono (principalmente os refinados - açucar branco, farinha branca, arroz branco)
Consumo de antiácidos e de sulfamidas
Tabagismo
Notas:
1.    A vitamina B1 é instável ao calor, meios alcalinos, oxigénio e radiação.
2.    A hidrossolubilidade é também um factor de perda de tiamina a partir dos alimentos. Cerca de 25% da tiamina nos alimentos é perdida durante o processo de cozedura normal.

Patologias: 

Deficiência Leve
Fadiga
Perda de apetite
Irritabilidade
Instabilidade emocional
Falta de concentração
Deficiência Grave
Perda de memória
Confusão mental
Irregularidades cardíacas
Inflamação do nervo óptico
Dores abdominais
Deficiência Muito Grave
BERIBÉRI
Desordens do Sistema Nervoso e Cardiovascular
Beribéri seco - polineuropatia com grave perda de massa muscular
Beribéri húmido - edema, anorexia, fraqueza muscular, confusão mental e finalmente falha cardíaca
Beribéri infantil - os sintomas de vómitos, convulsões, distensão abdominal e anorexia aparecem de repente e podem ser seguidos por morte por falha cardíaca

Doses: 

DDR – 1,2 a 1,5 mg (homem); 1,0 a 1,1 mg (mulher)
Nutrição Óptima – 50 a 100mg
ORTOMOLECULAR – 50 a 600 mg

Toxicidade: 

Não foram descobertos efeitos tóxicos graves pela ingestão de vitamina B1 (Tiamina).
Raramente: herpes, edema, nervosismo, aceleração do batimento cardíaco e alergias. Em ingestão de + 500mg/dia – estes sintomas desaparecem com diminuição da dose
Um consumo excessivo de vitamina B1 (tiamina) pode afectar negativamente a produção de tiroxina e insulina, podendo causar deficiências de Vit. B6, assim como de outras vitaminas do complexo B.

Interacções: 

A coenzima da tiamina - pirofosfato de tiamina (PFT), é a chave para várias reacções na oxidação da glucose para produção de energia. A PFT actua como coenzima em descarboxilações oxidativas e nas reacções de transcetolização.
Em suplemento: Hidrocloridrato; Nitrato de Tiamina

Nutrientes sinergéticos: 

Todo o complexo B, nomeadamente Vitamina B2 (Riboflavina) e Vitamina B3 (Niacina)
Vitamina C (antioxidante)
Vitamina E (antioxidante)
Manganês – necessária para conversão de tiamina na forma activa
Enxofre

Vitamina B13 Orotato

Categoria: 
Apresentação: 

Ácido orotótico, Orotato, Factor do soro do leite, factor galactoso

Foi no passado consideraa uma vitamina do complexo B e foi denominada por B13, mas sabemos hoje que não é uma vitamina, mas antes produzido no corpo pela flora intestinal.

Funções: 
Participar no metabolismo do ácido fólico e da vitamina B-12; Servir como elemento transportador de minerais no organismo, tratando-se de um quelador natural, que pode adoptar distintas formas químicas como orotato de cálcio, orotato de magnésio, de zinco...; Pode ajudar a manter a solubilidade do ácido úrico no sangue; Servir como elemento intermédio ao correcto metabolismo do RNA e DNA
Fontes: 

Está contido em fontes naturais como vegetais de raiz cultivados organicamente e no soro de leite

Metabolismo: 

Não existe informação disponível

Causas de deficiência: 

Existe muito pouca informação relativa a este ponto, todavia pode-se dizer que é uma vitamina estável aos agentes físicos.

Patologias: 

Os sintomas de deficiência ainda não são bem conhecidos, mas é possivel incluir-se os seguintes sintomas:

  Transtornos hepáticos

  Degeneração celular

  Envelhecimento prematuro

Doses: 

Adultos:

  Nutrição óptima: 500 a 1,000mg

  Medicina ortomolecular: 1,000 a 4,000mg

Toxicidade: 

A toxicidade é baixa

Nutrientes sinergéticos: 

Os minerais essenciais

Vitamina B6

Categoria: 
Apresentação: 

 

Piridoxina, Piridoxal, Piridoxinal, Piridoxamina

Funções: 
Essencial em reações bioquimicas do metabolismo dos H.carbono, aminoácidos, lípidos. Favorece a transformação de: triptofano em niacina (B3); cisteína em ácido pirúvico; oxalato em glicina No SNC é essencial na sintese ou metabolismo de neurotransmissores como dopamina, noradrenalina, serotonina, tiamina, histamina. No sistema imunológico estimula a sintese de anticorpos; No endócrino participa na sintese de insulina e noradrenalina No sist. Cardiovascular é importante na prevenção de aterosclerose por baixar níveis de homocisteína; Necessária para produção de ácido clorídrico; Importante no transporte de AA para o interior das células Importante para a síntese e adequada acção do ADN e ARN Ajuda a manter os níveis de sódio/potássio Participa na síntese de hemoglobina e de eritrócitos
Fontes: 

 Sementes girassol

 Gérmen de trigo

 Banana, abacate, lima

 Arroz integral

 Lentilhas

 Salmão

 Levedura de cerveja

Metabolismo: 

Tem boa absorção por via oral, correspondendo a 95% a 99%, ocorrendo por difusão passiva no duodeno, jejuno e íleo;

No plasma, a piridoxina sofre um processo de fosforilação, sendo transportada pela albumina e hemoglobina até ao fígado e outros órgãos. 

A excreção é feita pela via urinária;

Causas de deficiência: 

 Dietas c/altas concentrações de leucina, álcool, que diminui o armazenamento hepático;

 Alguns sintomas e sinais: mudança de personalidade, depressão, perda do senso de responsabilidade, hipertrofia das pupilas, seborreia da região naso-labial

 

 

Patologias: 

 Hipoglicemia; 

 Queda de cabelo; 

 Na gravidez afecta o bebé, podendo provocar morte deste; 

 Cálculos renais; 

 Debilidade muscular; 

 Anemia;

 No Sistema Cardiovascular deficiência desta vitamina aumenta risco de eventos coronários e AVC p/hiperhomocisteínemia. 

Doses: 

  RDA - até 2mg/dia 

  Nutrição Óptima – 10 a 100mg

  Ortomolecular: 100 a 500mg 

  Antidepressivos - até 5mg em associação triptofano; 

  Anticonvulsivante - até 100mg; 

  Asma-até 50mg;

  Enxaquecas - até 300mg

Toxicidade: 

  Doses acima de 600 mg/dia podem produzir neuropatias periféricas de carácter reversível, aquando da suspensão da piridoxina;

  É tolerável até 500mg; 

  Contudo, ingerida sozinha pode causar deficiências ou desequilíbrios de outras vitaminas do complexo B

 

Interacções: 

  Álcool inactiva a piridoxina; 

  Anfetaminas, antidepressivos, penicilamina, anticonceptivos, hidralazina (anti-hipertensivo), ciclosporina (antibiótico) aumentam as necessidades da B6; 

  Esta vitamina inactiva a levodopa, que é um fármaco usado no tratamento da doença de Parkinson;

  B6 pode diminuir necessidade de insulina nos diabéticos – reajustar doses

Nutrientes sinergéticos: 

 Complexo B; 

 Vit. B1 e B2 - ingerir doses iguais à B6; 

 Ácido pantoténico (B5);

 Magnésio;

 Potássio;

 Vitamina C;

 Ácido linoleico;

 Sódio;

 Zinco

Vitamina F

Categoria: 
Apresentação: 

Ácidos Gordos Polinsaturados ( linoleico, linolénico, araquidónico), Ácidos Gordos Essenciais

Os ácidos gordos polinsaturados essenciais formam um grupo de substâncias nutritivas de carácter liposoluvel, que o organismo não consegue sintetizar, logo tem de ser obtido através da dieta alimentar. 

A denominação de vitamina F não é ainda aceite pela comunidade científica de uma forma geral.

Os ácidos gordos polinsaturados essenciais incluem 2 séries: a série Ómega 6 e a série Ómega 3

Série Ómega 6: ácido linoleico (precursor no organismo do ácido linolénico e de ácido araquidónico) e o GLA (ácido gama linolénico)

Série Ómega 3: EPA (Ácido eicosapentaónico) e o DHA (Ácido docosahexaenoico)

Funções: 
Favorece a respiração dos órgãos vitais; Nutre as células da pele; Ajuda a regular o índice de coagulação do sangue e realiza uma função vital eliminar o colesterol depositado nas artérias (arrastando o colesterol)- ómega 3; Protege a mielina das células nervosas; Ajuda a reduzir o peso ao eliminar as gorduras saturadas; Reduz o nível dos triglicerideos no sangue; Aumenta o índice de HDL-ómega 3; Induzir uma actividade glandular normal, especialmente as glândulas adrenais e tiróideas; Fomentar a síntese de prostaglandinas (hormonas de potente acção biológica, que controlam muitos processos metabólicos no organismo); Fomentar o adequado funcionamento do sistema reprodutor
Fontes: 

  Ácido linoleico: está presente em aliementos como gérmen de trigo, óleos vegetais (girassol, soja, milho), óleo de fígado de bacalhau;

  Ácido gama-linolenico: é produzido no organismo a partir do ácido linoleico por acção enzimática. Os ínicos alimentos que contém quantidade substancial são: o óleo de prímula, e o óleo de borragem.

  Ácido decosahexaenoico (DHA): encontrado em concentrações altas no leite materno, e nos peixes como salmão, cavala, arenque, atum.

  Ácido eicosapentaónico (EPA): encontado também nos peixes ricos em DHA

Metabolismo: 

  Após acção de enzimas (estômago, I.Delgado e Pâncreas) dá-se a conversão das gorduras em ácidos gordos e glicerol; estes são absorvidos pelas paredes intestinais e chegam pela veia porta ao figado; Armazenado em tecidos adiposos

Causas de deficiência: 

  Nos Alimentos: calor, oxidação, fritura dos óleos

  No homem: Tratamentos com radiação, consumo exagerado de gordura saturada

Patologias: 

  Problemas de pele (eczema, acne, pele seca), cabelos, unhas

  Alergias

  Cálculos biliares

   Altos níveis de LDL colesterol

   Impossibilidade de síntese de prostaglandinas e outras hormonas

  Doenças de coração, sistema circulatório, renais

Doses: 

  Nutrição ópyima: 100 a 600mg

  Ortomolecular: 300 a 1.800mg 

  Nota: Suplementar ou aumentar as doses de vitamina E para evitar a oxidação

Toxicidade: 

  Não háefeitos tóxicos conhecidos, contudo doses excessivas podem provocar alterações metabólicas.

  Não devem ser usados de forma indiscriminada

Interacções: 

  Manter um equilibrio entre os ácidos gordos insaturados e os saturados (2:1)

  O grande consumo de H.carbono, faz aumentar a necessidade de ácidos gordos insaturados. 

Nutrientes sinergéticos: 

  Vitamina A, C, D, E

  Fósforo

INOSITOL

Categoria: 
Apresentação: 

 Inositol; Mio-inositol; factor lipotrópico

Está intimamente ligada à colina e à biotina, encontrando-se em altas quantidades na lecitina. Faz parte do complexo B, pelo que se trata de uma substância hidrossolúvel 

 

Funções: 
Promove a produção de lecitina corporal,prevenindo a acumulação de gorduras no fígado e outros órgãos; as gorduras são removidas do fígado para as células com a ajuda da lecitina; Lipotrópico; Facilita o metabolismo das gorduras e a redução do colesterol no sangue; Juntamente com a colina previne o endurecimento das artérias, protegendo o fígado, os rins e o coração; Ajuda à nutrição das células cerebrais no tratamento da esquizofrenia; Necessário para a adequada condução do impulso nervoso; Previne o enfraquecimento capilar e calvície; Participa na síntese de ARN; Necessário para o crescimento das células de medula óssea, membranas oculares e intestinais
Fontes: 

  O inositol encontra-se na lecitina líquida e granular.

  Tanto os tecidos animais como vegetais contém inositol.

  Nos tecidos animais encontramos como componentes dos fosfolípidos, substâncias que contém fósforo, ácidos gordos e bases nitrogenadas.

  Nas plantas está presente como ácido fítico, um ácido orgânico que une o cálcio e o ferro num compleco que interfere com a absorção dos mesmos.

  Podemos encontrar inositol no fígado, no melaço, na gema de ovo, nos vegetais de folha verde e nos cereais integrais.

Metabolismo: 

  Há algum desacordo sobre como o inositol é sintetizado pela flora intestinal. Todavia, fontes fidedignas indicam que o organismo sintetiza suficientes quantidades de inositol a partir da glucose; e que cerca de 7% de inositol é convertido em glucose. No entanto outras fontes indicam que a síntese ocorre dentro da célula individual.

  A quantidade que o corpo excreta diariamente é pequena, cerca de 37mg. O diabético excreta mais inositol que o não diabético.

  O café, em grandes quantidades, pode criar carências de inositol. 

Causas de deficiência: 

  O consumo de café e bebidas que contenham cafeína

  Elevado consumo de gorduras polinsaturadas

  A diabetes

  Consumo de sulfamidas

  Uso de estrogéneos

  Processamento dos alimentos

Patologias: 

  Acumulação de gordura no fígado

  Queda de cabelo

  Distrofia muscular

  Ansiedade e insónia

  Aumento de colesterol no sangue

  Eczema

  Problemas oculares

Doses: 

Adulto


  Nutrição óptima: 100 a 500 mg

  Medicina ortomolecular: 100 a 3.000 mg

Toxicidade: 

Não existem informações sobre a existência de efeitos tóxicos

Interacções: 

  Tomar inositol em suplementos na quantidade idêntica à colina.  

  Tomar por cada 3 partes de inositol, 1 parte de vitamina B3.

  O consumo suficiente de inositol e colina aumenta a efetividade da vitamina E ingerida

Nutrientes sinergéticos: 

  O complexo B

  A vitamina B-3

  Ácido gama amino butírico (GABA)- ajuda na sua utilização

  Vitamina B-12

  Colina

  Ácido linoleico

Vitamina B2

Categoria: 
Apresentação: 

RIBOFLAVINA / VITAMINA G/ LACTOFLAVINA / OVOFLAVINA / HEPATOFLAVINA / VERDOFLAVINA / UROFLAVINA

Vitamina HIDROSSOLÚVEL
A Vitamina B2 (Riboflavina) está envolvida na degradação e utilização dos hidratos de carbono, das gorduras e das proteínas, para produção de energia.
As co-enzimas de riboflavina são essenciais para a conversão da piridoxina (vit.B6) e do ácido fólico (vit. B9) nas suas formas activas, e para a transformação do triptofano em niacina (Vit. B3).

Funções: 
 Participa activamente no metabolismo dos hidratos de carbono, gorduras e proteínas.  Necessária para a respiração celular – Ciclo de Krebs  Mantém a pele, as unhas e o cabelo saudáveis  Saúde ocular - Visão (juntamente com a Vit. A)  Ajuda no crescimento e na reprodução  Ajuda a regular a acidez do organismo  Necessária para a conservação das mucosas e para a visão crepuscular  Participa na conversão catalítica do triptofano em ácido nicotínico (Vit. B3), quando as quantidades deste são baixas na dieta  Produção de glóbulos vermelhos
Fontes: 

Fígado
Carne
Peixe
Ovos
Vegetais de folha verde
Cogumelos
levedura de cerveja
Amêndoas e avelãs
Algas Wakame, Kombu, Iziki, Agar-Agar

Metabolismo: 

É feita rapidamente no Intestino Delgado; Após absorção é transportada pelo sistema circulatório até todos os tecidos corporais, sendo excretada na urina.
Pequenas quantidades de riboflavina estão presentes no fígado e nos rins, mas esta vitamina não é armazenada em grandes quantidades, pelo que deve ser regularmente ingerida.

Causas de deficiência: 

Alimentos que perdem o valor nutricional em riboflavina pelo calor
Exposição dos alimentos à luz
Consumo excessivo de hidratos de carbono
Lactancia
Sulfamidas
Tabagismo e alcoolismo
Dieta pobre em carne, peixe ou ovos
Tumores malignos
Utilização de pílula contraceptiva
Queimaduras

Patologias: 

Glossite (língua vermelha, língua geográfica)
Estomatite angular (fissuras nos cantos da boca)
Ardor nos olhos (areias)
Fadiga ocular
Dilatação da pupila
Alterações na córnea - vascularização
Hipersensibilidade à luz (fotofobia)
Seborreia e dermatite
Queda de cabelo
Redução na produção de neurotransmissores
Atraso no crescimento de crianças e bebés
Anemia

Doses: 

DDR – 1,4 a 1,8 mg (homem); 1,2 a 1,3 mg (mulher)
ORTOMOLECULAR – 100 a 1000 mg

Toxicidade: 

Não foram descobertos efeitos tóxicos graves pela ingestão de vitamina B2 (Riboflavina).

Qualquer consumo de Riboflavina produzirá uma coloração amarela na urina, que é completamente inócua

Interacções: 

A vitamina B2 pode diminuir a efectividade do metotrexato (medicamento anticancerígeno).

Nutrientes sinergéticos: 

Complexo B, nomeadamente Vitamina B6 (Piridoxina – 1B2:1B6) e Vitamina B3 (Niacina)
Vitamina C (antioxidante)

Vitamina D

Categoria: 
Apresentação: 

Calciferol, Colecalciferol, Ergocalciferol, Ergosterol, Viosterol Liposoluvel 

Desde que se descobriu o calciferol na sua estrutura bioquímica tem-se correlacionado o mesmo com vitaminas, mas biologicamente na sua forma activa comporta-se como uma hormona, importante no metabolismo do cálcio.

É encontrada em 3 formas distintas:

  Vitamina D1 ou Calciferol

  Vitamina D2 ou Ergocalciferol

  Vitamina D3 ou Colecalciferol

O calciferol deriva do colesterol e pode ser obtida pelo organismo de 3 maneiras distintas:

a) Ingestão de alimentos que contenham um composto colecalciferol (provitamina D-3) como é o caso de óleos de fígado de peixes como o bacalhau

b) Por exposição solar, a qual activa uma forma de colesterol presente na pele-7-dehidrocolesterol, convertendo-o em colecalciferol

c) Por ingestão de preparados sintéticos elaborados mediante a exposição de ultravioletas, que podem actuar como precursoess da provitamina D (D-2). Um destes composros mais biologicamente activo é o ergosterol, que se encontram quer no mundo vegetal, quer no animal

Funções: 
Promover a absorção do cálcio e fósforo a nível intestinal; Actua sobre o sistema ósseo, provocando a libertação do cálcio do sistema circulatório até onde é necessário- ossos, dentes. Neste processo também é importante a presença da acção da hormona paratiroidea. Ajuda na síntese das enzimas das membranas mucosas que estão envolvidas no transporte activo do cálcio disponível; Promover o normal crescimento das crianças e adolescentes; Sistema nervoso e muscular: a regulação dos níveis de cálcio é vital para a transmissão do impulso nervoso e contracção muscular; Favorecer a coagulação: Em caso de deficiência nos níveis de cálcio, promove a libertação deste dos ossos para manter os níveis normais no sangue; No sistema imunitário pelo provável efeito imunomodelador.
Fontes: 

  Peixes gordurosos

  Fígado

  Gema de ovos

  Sementes de girassol

 

Metabolismo: 

  Pelas fontes dietéticas, esta vitamina é absorvida com as gorduras no epitelio intestinal com a ajuda da bílis

  Pela exposição solar, sintetizada na pele, ela é absorvida diretamente para a corrente sanguínea

  Depois da absorção é transportada ao fígado, onde é armazenada, contudo existem outros orgãos para esta função (pele, cérebro, baço)

Causas de deficiência: 

  Pouca irradiação solar

  Trabalhar à noite

  Oxidação das gorduras nos alimentos

  Cirrose

  Insuficiência renal

  Tratamentos médicos com anti-epilepticos

  Danos na mucosa intestinal

Patologias: 

  Raquitismo 

  Ossos e dentes frágeis

  Hipocalcemia e hipofosfatemia

  Arqueamentos das pernas

  Pobre desenvolvimento muscular

  Osteoperose

  Devido à vitamina D trabalhar em conjunto com as hormonas da paratiroide para regular transporte do cálcio, uma deficiência desta vitamina pode causar tetania (espasmos musculares intermitentes)

Doses: 

  DDR: 400 U.I

  Nutrição óptima: 200 a 2.000 U.I adultos

  Ortomolecular: 2.000 a 10.000 U.I

Toxicidade: 

  É necessário ter cuidado com esta vitamina, pois torna-se tóxica numa dose regular de 25.000 U.I , não devendo mesmo exceder o consumo diário de 2.000 U.I sem supervisão médica

  Um dos principais problemas do excesso desta vitamina é a deposição de cálcio nos tecidos como artérias, rins, coração e pulmões

Intoxicação nas crianças:

  Perda de apetite

  Náuseas, vómitos

  Sede constante

  Aumento de cálcio no sangue

  Dores de cabeça intermitentes

  Diarreias alternadas com obstipação

Intoxicação nos adultos: 

  Perda de apetite e de peso

  Vómitos

  Sinais de ulcera gástrica

  Debilidade

  Sede intensa; Sudoração constante

  Aumento do cálcio na urina

  Aumento dos níveis de cáçcio e fósforo no sangue

  Perturbações no funcionamento renal

Interacções: 

  Drogas hipolipemiantes, colestiramina e laxativos interferem na absorção

  Álcool interfere na conversão do calciferol na sua forma activa

  Ácido pantotenico é necessário para a síntese de vitamina D

Nutrientes sinergéticos: 

  Vitamina A (10 A: 1D)

  Colina- previne a toxicidade

  Vitamina C- previne toxicidade

  Cálcio

  Fósforo

  Vitamina F (Ácidos gordos)

Biotina (B7)

Categoria: 
Apresentação: 

 

Vitamina H, Biocitina, Coenzima R

Encontra-se na forma natural e activa como D-Biotina; É um nutriente essencial. Inactiva-se com o calor e exposição à luz

Funções: 
É essencial para o crescimento e replicação celular, participa na síntese de ácidos nucleicos (ADN e ARN); Ajuda a manter a pele e cabelo saudáveis, assim como o sistema hormonal equilibrado Participa no metabolismo dos H. Carbono, lípidos e proteínas. Sem a biotina, a produção de gorduras corporais é prejudicada; Ela ajuda também na utilização das proteínas, do ácido fólico, do ácido pantoténico e vitamina B12;
Fontes: 

  Fígado

  Grãos

  Nozes

  Gema de ovo

  Legumes, verduras

  Aveia, arroz integral

  Levedura de cerveja

  A fonte mais importante é a síntese de biotina p/flora bacteriana intestinal

Metabolismo: 

A absorção acontece no int.delgado por transporte activo sódio-dependente. O transporte plasmático é feito pelas proteínas até ao fígado e outros órgãos, onde participa nos diversos metabolismos; 

A excreção é feita de forma fecal (50%) e o restante pela urina. 

Como esta vitamina é igualmente sintetizada pela flora intestinal bacteriana, o homem não fica assim tão dependente das fontes dietéticas; 

 

Causas de deficiência: 

  A causa mais importante de deficiência de biotina é a disbiose (alteração da flora bacteriana intestinal) e ela pode ser decorrente de várias causas, como uso prolongado de antibióticos ou nutrição parenteral prolongada; alcoolismo, cirrose hepática

  Ingestão de clara de ovo em estado cru devido à proteína (avidina), que se liga à biotina, impedindo a sua absorção; o ovo cozinhado já não provoca perigo, pois calor inactiva proteina acima referida.

  As deficiências podem causar: em bebes - dermatites seborreicas e diarreia; nos adultos: fadiga, náuseas depressão, perda de apetite, dores musculares, queda de cabelo, dermatites, aumento dos níveis de colesterol no sangue… 

 

Doses: 

  RDA - até 100mg/dia

  Nutrição óptima: 200 a 5.000 mcg

  Ortomolecular: 5.000mcg a 100.000mcg

  Dermatite - até 300mg/dia

  Queda cabelo - até 100mg

  Neuropatia diabética -ate 400mg

Toxicidade: 

 Não relatada

Interacções: 

  Sulfamidas, estrogeneos e álcool aumentam as necessidades;

  A associação de altas doses de biotina +tiamina+vitamina K pode causar choque anafilático;

Nutrientes sinergéticos: 

  Complexo B;

  Vitamina B12, 

  Ácido fólico, 

  Ácido pantotenico, 

  Vitamina C, 

  Niacina (B3), 

  Piridoxina (B6), 

  Vitamina A 

  Vitamina B2

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