Mensagem de erro

  • Warning: Creating default object from empty value em ultim8magazine_set_category() (linha 101 de /home/wwwbpure/drmarcos.net/sites/all/themes/ultim8magazine/template.php).
  • Warning: Creating default object from empty value em ultim8magazine_set_category() (linha 101 de /home/wwwbpure/drmarcos.net/sites/all/themes/ultim8magazine/template.php).
  • Warning: Creating default object from empty value em ultim8magazine_set_category() (linha 101 de /home/wwwbpure/drmarcos.net/sites/all/themes/ultim8magazine/template.php).
  • Warning: Creating default object from empty value em ultim8magazine_set_category() (linha 101 de /home/wwwbpure/drmarcos.net/sites/all/themes/ultim8magazine/template.php).
  • Warning: Creating default object from empty value em ultim8magazine_set_category() (linha 101 de /home/wwwbpure/drmarcos.net/sites/all/themes/ultim8magazine/template.php).
  • Warning: Creating default object from empty value em ultim8magazine_set_category() (linha 101 de /home/wwwbpure/drmarcos.net/sites/all/themes/ultim8magazine/template.php).
  • Warning: Creating default object from empty value em ultim8magazine_set_category() (linha 101 de /home/wwwbpure/drmarcos.net/sites/all/themes/ultim8magazine/template.php).
  • Warning: Creating default object from empty value em ultim8magazine_set_category() (linha 101 de /home/wwwbpure/drmarcos.net/sites/all/themes/ultim8magazine/template.php).
  • Warning: Creating default object from empty value em ultim8magazine_set_category() (linha 101 de /home/wwwbpure/drmarcos.net/sites/all/themes/ultim8magazine/template.php).
  • Warning: Creating default object from empty value em ultim8magazine_set_category() (linha 101 de /home/wwwbpure/drmarcos.net/sites/all/themes/ultim8magazine/template.php).
  • Warning: Creating default object from empty value em ultim8magazine_set_category() (linha 101 de /home/wwwbpure/drmarcos.net/sites/all/themes/ultim8magazine/template.php).
  • Warning: Creating default object from empty value em ultim8magazine_set_category() (linha 101 de /home/wwwbpure/drmarcos.net/sites/all/themes/ultim8magazine/template.php).
  • Warning: Creating default object from empty value em ultim8magazine_set_category() (linha 101 de /home/wwwbpure/drmarcos.net/sites/all/themes/ultim8magazine/template.php).
  • Warning: Creating default object from empty value em ultim8magazine_set_category() (linha 101 de /home/wwwbpure/drmarcos.net/sites/all/themes/ultim8magazine/template.php).
  • Warning: Creating default object from empty value em ultim8magazine_set_category() (linha 101 de /home/wwwbpure/drmarcos.net/sites/all/themes/ultim8magazine/template.php).

SAL E HIPERTENSÃO MAIS UM MITO QUE IMPORTA DESMISTIFICAR

SAL E HIPERTENSÃO MAIS UM MITO QUE IMPORTA DESMISTIFICAR

Durante as últimas décadas temos assistido à divulgação, por parte de algumas autoridades da área da saúde, da necessidade de reduzir, substancialmente, o sal na nossa alimentação, nomeadamente, para combater a hipertensão e reduzir o risco de patologia cardiovascular.  Nessa linha, assistimos, correntemente, a médicos a prescrever aos seus pacientes com hipertensão ou risco cardiovascular a retirada do sal da alimentação, bem como a campanhas em prol da retirada ou diminuição do sal do pão, exactamente com os mesmos argumentos.
São, sem dúvida, dois fortes argumentos para que vejamos, no sal, um inimigo. MAS SERÁ QUE HÁ ALGO DE CIENTÍFICO OU VERDADEIRO EM TUDO ISSO?(1)
1 – Múltiplas investigações ao longo das últimas décadas falharam na demonstração dos benefícios para a saúde humana de uma dieta pobre em sal
Desde o estudo “Intersalt”  de 1997(2), são vários os estudos e as revisões que apontam no sentido de contrariar a teoria da relação entre a ingestão de sal e a hipertensão.
Talvez valha a pena recordar que a referida teoria encontrou o seu terreno fértil quando, em 1970, Lewis Dahl(3)  alegou resultados inequívocos da sua investigação sobre o sal e a hipertensão. Recordemos, no entanto, que tais investigações foram levados a cabo em ratos a quem Dahl ministrou o correspondente humano de 500 gr de sódio por dia (recordemos que o consumo humano médio de sal oscila entre os 3  e os 8 gramas diários). Como acontece com inúmeros estudos “científicos”, na área da nutrição, que assentam em premissas erradas ou variáveis demasiado limitadas, só podemos estar certos duma coisa:  é que o resultado não pode ser senão disparate.
Dois estudos abrangentes e exaustivos levados a cabo em 2011 vêm apontar numa direcção completamente diferente. Uma meta-análise levada a cabo pela Cochrane review(4)  e publicado no “American Journal of Hypertension”, envolvendo 6.250 participantes, não conseguiu encontrar forte evidência que a redução da ingestão de sal contribua significativamente para reduzir o risco de ataques cardíacos, AVCs ou morte. Um outro estudo, do mesmo ano, publicado no “Journal of the American Medical Association”, aponta no sentido de que uma baixa ingestão de sal, na verdade, aumenta o risco de morte por doença cardíaca(5) .
Já uma anterior revisão datada de 2003, levada a cabo pela Cochrane, que passou em revista 57 estudos acerca da redução da ingestão de sal, concluiu que “são poucas as evidências acerca dos benefícios a longo prazo de uma redução da ingestão de sal”.
Numa meta análise datada de 2004, também levada a cabo pela Cochrane, reviram-se 11 estudos acerca da redução da ingestão de sal, chegando à conclusão de que a diminuição quer da pressão sistólica (menos 1.1 mmHg) quer da diastólica (menos 0.6 mmHg) a longo prazo, são praticamente dispiciendas(6).
Um estudo de 2006 publicado no “American Journal of Medicine”, comparou a toma diária de sal, por 78 milhões de americanos, com o possível risco de morrerem de doença cardíaca.  Esse estudo, que demorou 14 anos,  chegou  à conclusão que dietas baixas em sal são conducentes a maior mortalidade entre aqueles que apresentam problemas cardiovasculares (7)(chamamos de novo a atenção para as múltiplas variáveis que, não sendo consideradas em sede de investigação, retiram a estes estudos valor verdadeiramente conclusivo).
2 – PRINCIPAIS ERROS NAS VARIÁVEIS INVESTIGADORAS QUE CONDUZEM A TÃO DÍSPARES CONCLUSÕES
É nossa modesta opinião, que uma das maiores limitações, em investigação alimentar, consiste nas múltiplas variáveis envolvidas numa dieta e que nem sempre são  devidamente controladas pela equipa investigadora. Assim:
a)    A área de investigação em nutrição tem claras dificuldades em utilizar o método científico proveniente das áreas tecnológicas e, tal como na medicina (não tecnológica), vai sofrer de reveses contrastantes nos seus resultados que em nada beneficiam o verdadeiro conhecimento;
b)    Uma dieta é uma combinação única de fontes diversas de nutrientes que agem sinérgica ou antagonisticamente. Se tais fontes não forem estritamente “controladas” pelo investigador em estudos sucessivos, nada de valor conclusivo é obtido. E esse tem sido o principal “handicap” da investigação em nutrição.
3 – NEM TODO O “SAL” É IGUAL
Dentro desses erros e limitações os investigadores destacam, no caso em análise, o facto de nem todo o sal incorporado nos alimentos poder ser tratado de igual forma. Um dos erros habituais é confundir sal alimentar com cloreto de sódio. Vejamos porquê!
O sal desempenhou desde tempos remotos um papel assaz importante na alimentação humana. Não será despropositado relembrar que ele deu origem à própria palavra salário, por ser a sua entrega a forma como no período romano se remunerava o trabalho, o que bem demonstra a sua importância alimentar.
Mas esse sal natural, não refinado, tão ávidamente procurado para conservar e condimentar a comida, pouco ou nada tem a ver com o “moderno” sal, refinado, usado em culinária e nos alimentos processados. Na verdade, enquanto o sal natural oscila entre uma presença de cloreto de sódio de cerca de 80% (e desta combinação entre o cloreto(8)  e o sódio apenas 40% é sódio), sendo que o resto da sua composição é enriquecida pela presença de oligoelementos, fundamentais ao bom funcionamento do organismo, como o sílicio, o fósforo, o vanádio e outros e uma presença interessante de iodo, potente regulador do bom funcionamento da tiróide, já o sal refinado (usado massivamente nos alimentos processados) é, entre 97,5 e 99%, cloreto de sódio e o resto da sua composição são agentes químicos feitos pelo homem, entre os quais absorventes, anti-aglomerantes, tão perigosos para a saúde humana como o ferrocianeto e o salicilato de alumínio.
Enquanto o sal natural pode legar ao corpo esse ião positivo crítico para a nossa sobrevivência, o sódio, que junto com o potássio, que vamos buscar a outras fontes alimentares, é responsável por permitir a formação de uma carga electroestática na membrana das nossas células (células nervosas ou musculares) que vai permitir a transmissão dos impulsos nervosos indispensáveis ao bom funcionamento muscular, já o “sal refinado” compromete esses indispensáveis benefícios pelo desequilíbrio e toxicidade que induz ao organismo.
É que, além do mais, o sal refinado sofre um processamento de secagem a uma temperatura superior aos 640 graus celsius que altera radicalmente a sua estrutura molecular.  E para neutralizar o excesso de cloreto de sódio nele contido o corpo vai usar imensa água ao nível  celular, o que vai levar a que um consumo excessivo de sal refinado induza uma acumulação excessiva de fluidos nos tecidos (celulite, gota, artrite, reumatismo, pedras na vesícula e no rim, insónia e hipertensão).
4 – BENEFÍCIOS DO SAL NATURAL
O sal natural de elevada qualidade, de que, entre muitas outras coisas, Portugal é rico(9) pode contribuir decisivamente, tomado com a devida moderação, para regular a tensão arterial, cumprindo as suas funções de componente do plasma sanguíneo, do fluído extracelular, linfático e amniótico, apoiando o bom funcionamento das suprarenais, implementando a comunicação entre o cérebro e os músculos, aumentando as células gliais no nosso cérebro, transportando nutrientes para dentro e fora das células e mantendo o equílibrio fundamental do organismo, o equilíbrio ácido-base.
A homeostase corporal depende, no entanto, dum perfeito ratio sódio/potássio. Só assim conseguimos ter um estado de equílibrio e de saúde. Uma elevação desse ratio a favor do sódio pode levar à hipertensão, mas também ao declínio da memória, à osteoporose, a pedras no rim, a cataratas, a artrite reumatoide, a problemas cardiovasculares, mormente AVCs e mesmo a disfunção eréctil. Daí a importância de uma boa presença de vegetais na nossa dieta, pouco processados, pela sua geral riqueza em potássio, bem como evitar a comida processada que é notoriamente baixa em potássio e rica em sódio.
5 – A PRINCIPAL CAUSA DA HIPERTENSÃO E DAS DOENÇAS CARDIOVASCULARES
Uma ingestão mais elevada de sódio não foi demonstrado, até hoje, de forma concludente, ser a causa de hipertensão. Tal tese não faz, sequer, grande sentido. Com efeito, se a nossa alimentação diária tiver um bom aporte de potássio, e o nosso corpo produzir normalmente a hormona aldosterona, segregada pelas supra-renais, ela vai agir junto do rim para manter o equílibrio electrolítico, nomeadamente para gerir a presença de sódio para as funções orgânicas. Assim, se consumir-mos uma excessiva quantidade de sódio a segregação de aldosterona é reduzida e o sódio em excesso será excretado, repondo o equílibrio(10).  As únicas situações em que parece que poderá haver alguma vantagem na monitorização da ingestão de cloreto de sódio é em casos de declarada hipertensão e de sensibilidade ao sal (presente em cerca de 20% da população). Mas mesmo nestas situações a diminuição da ingestão de sal parece não ter um efeito significativo sobre a redução da tensão arterial como vimos(11).
Resta-nos pois responder à questão: qual será a principal causa da hipertensão e dos problemas cardiovasculares em geral?
Como tivemos oportunidade de deixar escrito há já alguns anos(12), a principal causa reside muito mais no consumo excessivo de hidratos de carbono (sobretudo provenientes de cereais – cereais de pequeno-almoço, pão, pizas, bolos, bolachas, etc) que, com o tempo, vão criando o “caldo bioquímico” mais perigoso para o nosso organismo e que, em duas palavras se denomina por RESISTÊNCIA À INSULINA. Assim, quando alguns tomam medidas para a redução do sal no pão, com o objectivo de diminuir a incidência da hipertensão na população, na verdade não estão rigorosamente a fazer nada que os possa levar a atingir tal objectivo, porquanto o seu “target” deveria ser limitar, por exemplo,  o consumo de pão.
Uma redução significativa na ingestão de hidratos de carbono (13) vai levar a um decréscimo substancial da resistência à insulina, que se agrava com o avançar da idade, tornando as células tolerantes à insulina e permitindo um maior aporte de nutrientes às mesmas. Isto é particularmente importante para todos nós e mais ainda no caso dos desportistas.
6 – INGESTÃO DE SAL E PRÁTICA DESPORTIVA
O sal pode mesmo desempenhar uma função de aumento do rendimento desportivo em atletas. Alguns estudos apontam no sentido de que quando se reduz o consumo de sal se reduz também a sensibilidade à insulina, o que vai aumentar a produção de insulina e, consequentemente, a resistência à insulina (14). Isto significa menos transporte de energia para a célula (glicose) e menos nutrientes, nomeadamente aminoácidos e em particular creatina, numa relação directa com a redução do sal.
Quer se seja um “bodybuilder” ou um praticante de “cardio” o sal vai desempenhar um papel decisivo na sua performance já que  as necessidades de sal vão ser superiores às de uma pessoa sedentária. Com efeito, toda a contração muscular é dependente da presença de sódio. Sendo certo que, em contrapartida, o próprio exercício vai ter um efeito óptimo na correcção da negativa sensibilidade ao sódio que alguns indíviduos apresentam (15).
A ingestão ideal de sal de uma pessoa sedentária e de um atleta situa-se, respectivamente, entre 2.500 mg e 5.000 mg, diários, isso sim, de sal totalmente natural, sem manipulaçãos nem aditivos.

BIBLIOGRAFIA

(1)  Perante mais esta dúvida, a par de tantas outras, que abalam as “certezas” científicas das últimas décadas é natural que o leitor se sinta, nesta, como em outras matérias relacionadas com a alimentação e a doença, bastante desorientado, sem saber afinal o que ter por credível. Pois bem, ao contrário de alguns que encontram apenas na ciência a única razão válida das suas certezas existenciais, eu sublinharia a importância do conhecimento daquilo que marcou a nossa genética ao longo de centenas de milhares de anos ao nível alimentar e que é, sem dúvida alguma, uma triagem muito mais fiável de conhecimento válido que está certificado pela passagem do tempo e que foi sendo transmitido de geração em geração (claro que isto pode ainda ser ciência no domínio da antropologia). Outra qualquer atitude sobre algo tão sagrado como a alimentação não passa de mera especulação, mesmo que científica, que parte do pressuposto inaceitável de que os humanos que nos precederam ao longo de milénios eram todos “idiotas” e que nós somos os únicos “iluminados”. Assim, escolhamos o conhecimento ancestral sem prescindir do apoio da ciência, fazendo esta passar pelo crivo daquele e não o contrário.
(2)  J. Stamler : The INTERSALT Study: Background, Methods, Findings, and Implications, American Journal of Clinical Nutrition, February 1997: 65(2); 6265-6425.
(3)  Hema Bashyam, Lewis Dahl and the genetics of salt-induced hypertension, JEM News Editor(http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2118645/)
(4)  R. S. Taylor, et al: Reduced Dietary Salt for the Prevention of Cardiovascular Disease: A Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials (Cochrane Review), American Journal of Hypertension, August 2011: 24(8); 843-53.
(5)  Katarzyna Stolarz-Skrzypek, MD, et al : Fatal and Nonfatal Outcomes, Incidence of Hypertension, and Blood Pressure Changes in Relation to Urinary Sodium Excretion, Journal of the American Medical Association, 2011: 305(17); 1777-1785.
(6)  L. Hooper, et al: The Long Term Effects of Advice to Cut Down on Salt in Food on Deaths, Cardiovascular Disease, and Blood Pressure in Adults, Cochrane Summaries, January 21, 2009.
(7) H. W. Cohen, et al: Sodium Intake and Mortality in the NHANES II Follow-Up Study, American Journal of Medicine, March 2006: 119(3); 275.e7-14.
(8) O principal problema das reações de sensibilidade ao sal parece estar, exactamente, no cloreto e não tanto no sódio.  Ora esta relação entre o cloreto e o sódio é muito mais prevalente a favor do cloreto no sal processado.
(9) E, em nosso entender, sobretudo aquele que é extraído de forma tradicional, com destaque para a “flor de sal”, é em tudo o ideal para o nosso bom funcionamento orgânico pela sua riqueza em oligoelementos, sem precisarmos de recorrer a soluções apelativas ou exôticas, como o sal dos Himalaias, ou outros, que em nada são melhores que o nosso.
(10) De acordo com recentes investigações, parece que o próprio cérebro regula a apetência por sódio de acordo com as necessidades corporais. Vide http://news.ucdavis.edu/search/news_detail.lasso?id=9265
(11) A única situação em que pode existir clara relação entre ingestão de sal e hipertensão será no caso de mau funcionamento renal ou de deficiente produção de aldosterona.
(12) http://www.drmarcos.net/index.php?option=com_content&view=article&id=134...
(13) Há muitos anos que vimos chamando a atenção para o erro colossal em que persiste a nutricionalmente famosa “roda dos alimentos” na qual se propugna por um consumo de cerca de 60% de hidratos de carbono na dieta diária. Esta é, quanto a nós, uma fonte primária e principal da obesidade, das patologias cardiovasculares (nomeadamente a hipertensão) e das doenças degenerativas!
(14) http://ndt.oxfordjournals.org/content/22/11/3102.full
(15) http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10683091

SAL
Data do Artigo: 
Segunda, 21 Maio, 2012
Categoria: 
Sobre o autor

admin

Antonio Marcos, is a university teacher and writer on holistic health. He is founder, professor and president of Instituto Português de Naturologia and runs a group of clinics - Dr. Marcos Blood Diet Clinic - where is implemented his own holistic approach to Natural Medicine based on genetics and the healthiest diet that mimics the diet of our remote ancestors which print our DNA