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Nutrientes de A a Z

Sódio (Na)

Categoria: 
Funções: 
Actua na manutenção do equilíbrio hídrico (principal íon positivo no líquido extracelular); Equilíbrio ácido-base; Importante na transmissão dos impulsos nervosos e na concentração muscular.
Fontes: 

  Sal comum de cozinha, abundante em alimentos enlatados ou processados, aves, peixes

Causas de deficiência: 

  Sua deficiência é rara (exceto em casos de desidratação grave), mas pode ocorrer baixa de pressão arterial, cãibras musculares, secura na boca e vômitos

Doses: 

  2.000mg

Toxicidade: 

  O excesso de sódio é muito mais comum do que a deficiência e é responsável pela elevação da pressão arterial (hipertensão) e retenção de liquidos corporais (edema ou inchaço)

Vitamina A

Categoria: 
Apresentação: 

RETINOL / AXEROFTOL / CAROTENOS / BETA-CAROTENOS
Funções: 
 Saúde ocular - Visão  Fortalece o sistema imunitário – Protecção contra infecções  Actua favoravelmente sobre as membranas mucosas (ex. no tracto respiratório)  Favorece o desenvolvimento de ossos fortes, e pele, cabelo, dentes e unhas saudáveis  Protege a pele, mantendo a sua elasticidade  Previne a anemia e favorece o desenvolvimento e crescimento das crianças  Participa na síntese de RNA, melhorando a síntese proteica  Beta-Caroteno – Anti-oxidante  Tratamento coadjuvante do sarampo
Fontes: 

Cenoura, Abóbora
Espinafres, Brócolos, Couve
Leite, Queijo, Manteiga
Gema de ovo
Fígado
Peixe
Algas Dulse, Musgo-da-Irlanda, Nori
Frutas e vegetais de cor laranja/amarela - Manga, Alperce

Causas de deficiência: 

Quantidade ingerida insuficiente
Deficiencia de zinco
Incapacidade corporal para absorver ou armazená-la (obstrução dos ductos biliares, cirrose hepática, colite ulcerativa)
Incapacidade de conversão do Caroteno em Retinol ou Axeroftol (diabetes mellitus e hipotiroidismo)
Consumo de medicamentos anticolesterol, como a colestiramina
Qualquer desordem que provoque uma perda massiva de vitaminas (nefrite crónica, escarlatina)

Intensa actividade física durante as 4h que se seguem à sua ingestão

Consumo excessivo de álcool

Consumo excessivo de ferro

Consumo de corticoides e outras drogas

Consumo em simultâneo de carotenos e ácidos gordos polinsaturados, resulta na rápida destruição dos carotenos, excepto se houver agentes antioxidantes

O tempo frio dificulta o metabolismo e o transporte da vitamina A

Os diabéticos não conseguem converter os carotenos em vitamina A

Má absorção por motivos como doença celíaca, fibrose cística, icterícia obstrutiva, cirrose, giardíase, ou utilização excessiva de óleo mineral como laxante.

Notas:

1.    A vitamina A é sensível à oxidação pelo ar. A perda de actividade é acelerada pelo calor e pela exposição à luz.
2.    A presença de antioxidantes, tais como a vitamina E, Vitamina C, bioflavonoides contribui para a protecção da vitamina A ou do beta-caroteno.
3.    O beta-caroteno é uma das vitaminas mais estáveis em vegetais.

Patologias: 

Cegueira nocturna (hemeralopia)
Desidratação e degeneração da córnea (xeroftalmia)
Inflamação das membranas mucosas
Pele áspera, prematuramenre envelhecida e com manchas
Lesões na pele (hiperqueratose folicular)
Ossos e dentes debilitados
Formação de cálculos renais

Doses: 

DDR – 5.000 UI (homem); 4.000 UI (mulher)
ORTOMOLECULAR – 5.000 a 75.000 UI (a partir de 50.000UI já pode ser tóxico)

Toxicidade: 

TOXICIDADE (+ de 100000 UI /dia/vários meses) E SINTOMAS
Toxicidade Leve
Náuseas
Vómitos
Diarreias
Pele seca com descamação
Perda de cabelo
Enxaquecas

Toxicidade Grave
Redução da actividade da tiróide
Anormalidades na pele, olhos e membranas mucosas
Fragilidade óssea
Aumento de tamanho do fígado e do baço
Notas:
1.    A toxicidade pode ocorrer aquando de uma suplementação muito prolongada em doses altas.
2.    Importante considerar que carotenoides ingeridos em grandes quantidades não são tóxicos, só alteram a pigmentação dos tecidos, gordura subcutânea, pele da palma das mãos e sola dos pés, tornando-a amarelada. Essa coloração desaparece com a diminuição da sua ingestão.

Interacções: 

Factores que interferem na absorção de vit. A e caroteno
Intensa actividade física durante as 4H que se seguem à ingestão
Consumo excessivo de álcool
Consumo excessivo de ferro
Consumo de corticoides e outras drogas
Consumo simultâneo de ácidos gordos poliinsaturados com carotenos resulta na rápida destruição dos carotenos excepto se houver agentes anti-oxidantes
O tempo frio dificulta o transporte e metabolismo de vitamina A e caroteno
Os diabéticos não conseguem converter o caroteno em vitamina A

Nutrientes sinergéticos: 

Complexo B (ajuda a preservar a vitamina A)
Vitamina C (ajuda a prevenir os efeitos tóxicos da vitamina A, e a prevenir a oxidação da vitamina A)
Vitamina D (1D:10A)
Vitamina E (antioxidante)
Vitamina F
Colina
Cálcio
Fósforo
Zinco (ajuda na absorção de vitamina A)

Vitamina B1

Categoria: 
Apresentação: 

VITAMINA B1 / TIAMINA / FACTOR ANTI-BERIBERI/ ANEURINA / FACTOR ANTI-NEURÍTICO

Vitamina HIDROSSOLÚVEL

Funções: 
 Participa activamente no metabolismo dos hidratos de carbono - PFT  Melhora as funções do sistema nervoso - desempenha um papel na condução dos impulsos nervosos  Aumenta a capacidade de aprendizagem  Participa na síntese de acetilcolina, neurotransmissor essencial para a memória recente  Estabiliza o apetite e melhora a assimilação e digestão dos alimentos  Necessária para o desenvolvimento das crianças e melhora o desenvolvimento muscular do estômago, intestino e coração  Previne a acumulação de depósitos de gordura na parede das artérias
Fontes: 

Levedura de cerveja seca
Arroz integral
Nozes
Leguminosas
Carne (porco, cordeiro, vaca e aves)
Algas Wakame, Kombu, Agar-Agar

Metabolismo: 

É feita rapidamente no Intestino Delgado. Após absorção é transportada pelo sistema circulatório até ao fígado, rins e coração, onde se pode combinar com o Manganês e certas proteínas específicas para formar as enzimas activas que desdobram os hidratos de carbono.
A tiamina pode ser destruída por uma enzima, a tiaminase, presente nas amêijoas e ostras cruas.
Comer quantidades elevadas de açúcar pode causar um esgotamento de tiamina, assim como fumar e beber álcool.

Causas de deficiência: 

Alimentos que perdem o valor nutricional em tiamina pelo calor, contacto com o ar, ou dissolvidos em água ao cozinhar
Consumo de café (ou bebidas com cafeína)
Consumo excessivo de álcool
Consumo excessivo de hidratos de carbono (principalmente os refinados - açucar branco, farinha branca, arroz branco)
Consumo de antiácidos e de sulfamidas
Tabagismo
Notas:
1.    A vitamina B1 é instável ao calor, meios alcalinos, oxigénio e radiação.
2.    A hidrossolubilidade é também um factor de perda de tiamina a partir dos alimentos. Cerca de 25% da tiamina nos alimentos é perdida durante o processo de cozedura normal.

Patologias: 

Deficiência Leve
Fadiga
Perda de apetite
Irritabilidade
Instabilidade emocional
Falta de concentração
Deficiência Grave
Perda de memória
Confusão mental
Irregularidades cardíacas
Inflamação do nervo óptico
Dores abdominais
Deficiência Muito Grave
BERIBÉRI
Desordens do Sistema Nervoso e Cardiovascular
Beribéri seco - polineuropatia com grave perda de massa muscular
Beribéri húmido - edema, anorexia, fraqueza muscular, confusão mental e finalmente falha cardíaca
Beribéri infantil - os sintomas de vómitos, convulsões, distensão abdominal e anorexia aparecem de repente e podem ser seguidos por morte por falha cardíaca

Doses: 

DDR – 1,2 a 1,5 mg (homem); 1,0 a 1,1 mg (mulher)
Nutrição Óptima – 50 a 100mg
ORTOMOLECULAR – 50 a 600 mg

Toxicidade: 

Não foram descobertos efeitos tóxicos graves pela ingestão de vitamina B1 (Tiamina).
Raramente: herpes, edema, nervosismo, aceleração do batimento cardíaco e alergias. Em ingestão de + 500mg/dia – estes sintomas desaparecem com diminuição da dose
Um consumo excessivo de vitamina B1 (tiamina) pode afectar negativamente a produção de tiroxina e insulina, podendo causar deficiências de Vit. B6, assim como de outras vitaminas do complexo B.

Interacções: 

A coenzima da tiamina - pirofosfato de tiamina (PFT), é a chave para várias reacções na oxidação da glucose para produção de energia. A PFT actua como coenzima em descarboxilações oxidativas e nas reacções de transcetolização.
Em suplemento: Hidrocloridrato; Nitrato de Tiamina

Nutrientes sinergéticos: 

Todo o complexo B, nomeadamente Vitamina B2 (Riboflavina) e Vitamina B3 (Niacina)
Vitamina C (antioxidante)
Vitamina E (antioxidante)
Manganês – necessária para conversão de tiamina na forma activa
Enxofre

Vitamina B12

Categoria: 
Apresentação: 

Colalamina, Cianocobalamina, Factor extrínseco, Hidroxicalamina

É a única vitamina que contém cobalto na sua composição. A proteína animal é a ínica fonte em que a vitamina B12 surge naturalmente em quantidades substanciais. Não é sintetizada no organismo. A vit. B-12 é uma substância hidrossolúvel do complexo B.

Funções: 
Indispensável para o normal metabolismo do tecido nervoso; Intervém na formação da bainha de mielina mantém o sistema nervoso saudável; Participa na formação de neurotransmissores no SNC; Está relacionada com o metabolismo das proteínas, gorduras, hidratos de carbono; Favorece o melhor funcionamento do ferro no organismo; Está na base da produção celular corporal, em particular dos glóbulos vermelhos; Participa com o ácido fólico na formação do sangue; Síntese do DNA.
Fontes: 

  Carne de vaca, borrego, porco, frango

  Fígado de vaca, de borrego, de porco e de vitela

  Mioleira de vaca, rim de coelho

  Rim de frango, coração de vaca

  Ostras, Moluscos, Carangueijo, Lagosta, Sardinha, Salmão, Linguado

  Gema de ovo

  Soja

  Leite, Produtos lácteos

  Fungos e microrganismos presentes na pança dos ruminantes

  Leveduras de cervejas  

  Clorela, espirulina

Metabolismo: 

  A vitamina B-12 é absorvida por um mecanismo que depende da acção combinada de elementos produzidos pelo estômago (factores gástricos) e os elementos produzidos no intestino

  Durante a digestão gástrica, a cianocobalamina dos alimentos é libertada e forma um complexo estável com uma substância (factor R gástrico- glicoproteina); este complexo é digerido uma      enzima (Factor Intrínseco) produzido pelas células parietais do estômago;

  O novo complexo (B12 mais o factor intrínseco) é resistente às enzimas proteoliticas e alcança a porção distal do ileo, onde se liga a receptores específicos, permitindo assim a absorção desta vitamina.

  Este factor intrínseco protege a vitamina B-12 contra certos germens do grupo Coli (ex: Escherichia coli, Lactobacilus lactis), que se opõem à absorção da vitamina ao nível do baixo intestino.

  Também a suficiente secreção de suco gástrico de PH adequado- 0,9 a 1,5 é importante para a absorção da B-12.

  A B-12 precisa de se combinar com o cálcio no intestino durante a absorção a fim de beneficiar o organismo convenientemente.

  Também é importante o bom funcionamento da glândula tiróide.

  Depois de absorvida a B-12 é ligada a proteínas do soro (globulinas) sendo transportada através da corrente sanguínea a diversos tecidos.

  A absorção começa a descrecer com a idade.

  O uso de laxantes reduz a B-12 armazenada no organismo.

 

 

Causas de deficiência: 

Nos alimentos: Luz sola, a lixiviação na água, cozedura

No homem:

  Consumo de álcool

  Má absorção ou por produção inadequada do factor intrínseco, anemia perniciosa, gastrectomia ou por distúrbios do ileo distal, disbiose intestinal

  Dieta vegetariana restrita- ingestão inadequada

  Anticonceptivos

  Consumo de tabaco

Patologias: 

  Os sintomas da sua deficiência pode levar 5 a 6 anos a surgirem. Mas a sua deficiência pode manifestar-se com mudanças no sistema nervoso, tais como: Dor e debilitação das pernas e braços; Diminuição da resposta reflexa à percepção sensorial; Dificuldade de caminhar e falar; Sacudidas nos membros.

  A escassez da B-12 pode verificar-se por um tipo de dano cerebral parecido à esquizofrenia

  A anemia perniciosa

  Degeneração das fibras nervosas

  Diminuição dos reflexos e percepção sensorial

  Sintomas psicóticos desde pequenas desordens de humor, lentidão mental e memória, até sintomas psicóticos mais graves

  Depressão, nervosismo, fadiga

  Transtornos menstruais

  Visão diminuída

  Deficiência de B12, ácido fólico e B6- relacionadas com elevação da homocisteína no sangue- factor de risco de aterosclerose, avc, aumento de enventos coronários e arteriopatias periféricas

 

Doses: 

DDR: 3mcg

RDA: até 10mcg

Nutrição Óptima: 10 a 500 mcg

Ortomolecular: 100 a 1.000 mcg 

Toxicidade: 

  É desconhecida, nem sequer em grandes doses.

  Às vezes produz reacções alérgicas, mas só em injecções de hidroxicobalamina.

Nutrientes sinergéticos: 

  O complexo B

  A Vitamina B-6 ajuda a incrementar a absorção de vitaminas B-12

  Ácido nicotícinico

  Colina

  Ácido Fólico

  Inositol

  Vitamina C- ajuda a incrementar a absorção da vitamina B-12

  Potássio

  Sódio

Vitamina B13 Orotato

Categoria: 
Apresentação: 

Ácido orotótico, Orotato, Factor do soro do leite, factor galactoso

Foi no passado consideraa uma vitamina do complexo B e foi denominada por B13, mas sabemos hoje que não é uma vitamina, mas antes produzido no corpo pela flora intestinal.

Funções: 
Participar no metabolismo do ácido fólico e da vitamina B-12; Servir como elemento transportador de minerais no organismo, tratando-se de um quelador natural, que pode adoptar distintas formas químicas como orotato de cálcio, orotato de magnésio, de zinco...; Pode ajudar a manter a solubilidade do ácido úrico no sangue; Servir como elemento intermédio ao correcto metabolismo do RNA e DNA
Fontes: 

Está contido em fontes naturais como vegetais de raiz cultivados organicamente e no soro de leite

Metabolismo: 

Não existe informação disponível

Causas de deficiência: 

Existe muito pouca informação relativa a este ponto, todavia pode-se dizer que é uma vitamina estável aos agentes físicos.

Patologias: 

Os sintomas de deficiência ainda não são bem conhecidos, mas é possivel incluir-se os seguintes sintomas:

  Transtornos hepáticos

  Degeneração celular

  Envelhecimento prematuro

Doses: 

Adultos:

  Nutrição óptima: 500 a 1,000mg

  Medicina ortomolecular: 1,000 a 4,000mg

Toxicidade: 

A toxicidade é baixa

Nutrientes sinergéticos: 

Os minerais essenciais

Vitamina B2

Categoria: 
Apresentação: 

RIBOFLAVINA / VITAMINA G/ LACTOFLAVINA / OVOFLAVINA / HEPATOFLAVINA / VERDOFLAVINA / UROFLAVINA

Vitamina HIDROSSOLÚVEL
A Vitamina B2 (Riboflavina) está envolvida na degradação e utilização dos hidratos de carbono, das gorduras e das proteínas, para produção de energia.
As co-enzimas de riboflavina são essenciais para a conversão da piridoxina (vit.B6) e do ácido fólico (vit. B9) nas suas formas activas, e para a transformação do triptofano em niacina (Vit. B3).

Funções: 
 Participa activamente no metabolismo dos hidratos de carbono, gorduras e proteínas.  Necessária para a respiração celular – Ciclo de Krebs  Mantém a pele, as unhas e o cabelo saudáveis  Saúde ocular - Visão (juntamente com a Vit. A)  Ajuda no crescimento e na reprodução  Ajuda a regular a acidez do organismo  Necessária para a conservação das mucosas e para a visão crepuscular  Participa na conversão catalítica do triptofano em ácido nicotínico (Vit. B3), quando as quantidades deste são baixas na dieta  Produção de glóbulos vermelhos
Fontes: 

Fígado
Carne
Peixe
Ovos
Vegetais de folha verde
Cogumelos
levedura de cerveja
Amêndoas e avelãs
Algas Wakame, Kombu, Iziki, Agar-Agar

Metabolismo: 

É feita rapidamente no Intestino Delgado; Após absorção é transportada pelo sistema circulatório até todos os tecidos corporais, sendo excretada na urina.
Pequenas quantidades de riboflavina estão presentes no fígado e nos rins, mas esta vitamina não é armazenada em grandes quantidades, pelo que deve ser regularmente ingerida.

Causas de deficiência: 

Alimentos que perdem o valor nutricional em riboflavina pelo calor
Exposição dos alimentos à luz
Consumo excessivo de hidratos de carbono
Lactancia
Sulfamidas
Tabagismo e alcoolismo
Dieta pobre em carne, peixe ou ovos
Tumores malignos
Utilização de pílula contraceptiva
Queimaduras

Patologias: 

Glossite (língua vermelha, língua geográfica)
Estomatite angular (fissuras nos cantos da boca)
Ardor nos olhos (areias)
Fadiga ocular
Dilatação da pupila
Alterações na córnea - vascularização
Hipersensibilidade à luz (fotofobia)
Seborreia e dermatite
Queda de cabelo
Redução na produção de neurotransmissores
Atraso no crescimento de crianças e bebés
Anemia

Doses: 

DDR – 1,4 a 1,8 mg (homem); 1,2 a 1,3 mg (mulher)
ORTOMOLECULAR – 100 a 1000 mg

Toxicidade: 

Não foram descobertos efeitos tóxicos graves pela ingestão de vitamina B2 (Riboflavina).

Qualquer consumo de Riboflavina produzirá uma coloração amarela na urina, que é completamente inócua

Interacções: 

A vitamina B2 pode diminuir a efectividade do metotrexato (medicamento anticancerígeno).

Nutrientes sinergéticos: 

Complexo B, nomeadamente Vitamina B6 (Piridoxina – 1B2:1B6) e Vitamina B3 (Niacina)
Vitamina C (antioxidante)

Vitamina B3

Categoria: 
Apresentação: 

ÁCIDO NICOTÍNICO; NIACINA; NICOTINAMIDA; VITAMINA PP

Vitamina HIDROSSOLÚVEL

Funções: 
Participa como coenzima no metabolismo dos hidratos de carbono, gorduras e proteínas. Favorece a produção adequada de suco gástrico com o PH correcto, assim como a manutenção de um sistema digestivo saudável Essencial para a normal actividade do sistema nervoso, assim como para a formação e manutenção de uma pele e língua saudáveis É necessária para síntese das hormonas sexuais (estrogénio, progesterona e testosterona), cortisona, tiroxina e insulina Colabora na síntese de vários neurotransmissores, entre eles a serotonina que participa no metabolismo do sono, e em doses elevadas previne a esquizofrenia. Entra na formação do Factor de Tolerância à Glucose (GTF), um complexo bioquímico que ajuda na manutenção de níveis normais de glucose no sangue. É uma substância anti-pelagrosa Melhora a circulação e é efectiva na redução do colesterol LDL e triglicéridos no sangue
Fontes: 

Fígado

Levedura

Aves e carnes magras

Lacticínios e derivados

Ovos

Frutas secas

Legumes (Bróculos, cenoura, abacate)

Frutas

Algas Wakame, Kombu, Iziki, Nori

Metabolismo: 

É feita rapidamente no Intestino Delgado. Após absorção dirige-se aos órgãos alvo como as células sanguíneas, rins, cérebro e fígado. É armazenada no fígado, e o excesso excretado na urina.

O excesso de consumo de açúcar e amido pode esgotar a absorção corporal de niacina. Esta circunstância também se pode produzir com certos antibióticos.

 

Causas de deficiência: 

Alimentos que perdem o valor nutricional em B3 na cozedura

Dietas pobres em Triptófano

Consumo elevado de álcool

Consumo de medicamentos antileucémicos (ex: 6-mercaptopurina)

Consumo sulfamidas

Stress

Consumo de estrogénios

Consumo de drogas alucinogénicas

Consumo de medicamentos para dormir

A leucina compete com o triptofano na absorção

Doses altas do aminoácido leucina diminuem a concentração de niacina

Antibióticos aumentam os efeitos colaterais

Patologias: 

Deficiência Leve 

Fadiga e astenia

Debilidade muscular

Perda de apetite

Indigestão

Erupções cutâneas

Deficiência Grave 

Dificuldades respiratórias

Pequenas úlceras na pele

Insónias

Irritabilidade

Náuseas e vómitos

Enxaquecas frequentes e depressão profunda

Deficiência Muito Grave 

PELAGRA _ doença dos 4 "D" (Em Inglês) - composta por aparecimento de uma cor escura na pele (Dermatite), que fica seca, áspera e inflamada; aparecem Diarreias; surgem alterações mentais e alucinações (Demência) e morte (Death).

ESQUIZOFRENIA

Doses: 

DDR – 18 mg (homem); 15 mg (mulher)

Nutrição óptima - Adultos: 100 a 500mg

ORTOMOLECULAR – 200 a 3000 mg (ác. nicotínico – até 6000 mg)

Toxicidade: 

Doses acima de 100 mg/dia podem causar a dilatação dos vasos sanguíneos e vermelhidão da pele.

A administração de doses superiores a 100mg/dia pode levar ao aumento das enzimas hepáticas e bilirrubinas, podendo produzir um quadro de hepatite por niacina, completamente reversível com a suspensão da B3.

Pessoas que tomem medicamentos para hipertensão arterial não devem ingerir ácido nicotínico pois podem ter uma queda de pressão arterial.

Produtos que libertem a niacina, em valores superiores às 100mg, aos poucos podem causar danos hepáticos.

Está contra-indicada nas doses óptimas e ortomoleculares em pessoas com: úlcera péptica e Glaucoma pela acção vasodilatadora da B3  podendo agravar a situação; na Diabetes grave pode aumentar glicose no sangue consequentemente níveis mais altos insulina

Interacções: 

 

Componente essencial de 2 enzimas activas como coenzima:

Nicotinamida adenina dinucleotídeo (NAD) envolvida nas reacções catabólicas;

Nicotinamida adenina dinucleotídio fosfato (NADP) envolvido nas reacções de biosíntese

Nutrientes sinergéticos: 

 

Complexo B, nomeadamente Vitamina B1 (Tiamina) e Vitamina B2 (Riboflavina)

Vitamina C (antioxidante)

Vitamina B5

Categoria: 
Apresentação: 

ÁCIDO PANTOTÉNICO; D-PANTOTENATO DE CÁLCIO; PANTENOL

Vitamina HIDROSSOLÚVEL

 

Funções: 
Estimula as glândulas adrenais e aumenta a produção de cortisona e a síntese de compostos tão vitais como os esteróis, hormonas, neurotransmissores, fosfolípidos, porfirina, e anticorpos (ajuda o sistema imunitário) Participa na proteína transportadora de acil, uma enzima envolvida na síntese dos ácidos gordos. É necessária para a utilização de PABA e Colina. É essencial para manter um tracto digestivo saudável. Ajuda na prevenção do envelhecimento prematuro e aparecimento de rugas na pele. Contribui para a cicatrização de feridas, para o bom estado da pele, dos cabelos e das mucosas, assim como para o metabolismo da água no corpo.
Fontes: 

Fígado

Frango

Cogumelos

Milho

Lacticínios

Ovos

Cereais de grão

Legumes

Algas Wakame, Kombu, Nori

Metabolismo: 

Esta vitamina é sintetizada no organismo por meio da flora bacteriana simbiótica dos intestinos.

É um constituinte da coenzima A, e como tal tem um papel chave no metabolismo dos hidratos de carbono, proteínas e gorduras e é por isso importante na manutenção e reparação de todas as células e tecidos.

Causas de deficiência: 

Alimentos que perdem o valor nutricional em B5 na cozedura

Acção de ácidos (vinagre)

Acção alcalina (bicarbonato)

Farinhas refinadas

Congelação e descongelação

Stress crónico

Alimentos Enlatados

Exercício físico excessivo

Consumo de cafeína e de álcool

Danos na flora intestinal

Consumo de sulfamidas

Ingestão de medicamentos para dormir

Consumo de estrogénios

Patologias: 

Baixa concentração

Apatia e fadiga

Vómitos

Asma

Constipações frequentes

Alergias

Esgotamento

Dores de cabeça

Insónias e depressão

Sensibilidade à insulina

Hipoglicémia

Quebra na produção de anticorpos

Atraso na formação dos ossos

Doses: 

DDR – 50mg

Nutrição Óptima - 50 a 100 mg (adultos)

ORTOMOLECULAR – 50 a 1.000mg

Toxicidade: 

O ácido pantoténico é geralmente considerado como sendo não-tóxico e nunca foram relatados quaisquer casos de hipervitaminose

Quantidades tão elevadas como 2000 mg em seres humanos apenas produziram pequenas perturbações gastro-intestinais.

Interacções: 

 

É um constituinte da coenzima A, e como tal tem um papel chave no metabolismo dos hidratos de carbono, proteínas e gorduras e é por isso importante na manutenção e reparação de todas as células e tecidos

Nutrientes sinergéticos: 

 

Complexo B, nomeadamente Vitamina B6 (Piridoxina) e Vitamina B12 (Cobalamina)

Vitamina C (antioxidante)

Biotina (ajuda na absorção)

Enxofre

Ácido Fólico (ajuda na assimilação

Vitamina B6

Categoria: 
Apresentação: 

 

Piridoxina, Piridoxal, Piridoxinal, Piridoxamina

Funções: 
Essencial em reações bioquimicas do metabolismo dos H.carbono, aminoácidos, lípidos. Favorece a transformação de: triptofano em niacina (B3); cisteína em ácido pirúvico; oxalato em glicina No SNC é essencial na sintese ou metabolismo de neurotransmissores como dopamina, noradrenalina, serotonina, tiamina, histamina. No sistema imunológico estimula a sintese de anticorpos; No endócrino participa na sintese de insulina e noradrenalina No sist. Cardiovascular é importante na prevenção de aterosclerose por baixar níveis de homocisteína; Necessária para produção de ácido clorídrico; Importante no transporte de AA para o interior das células Importante para a síntese e adequada acção do ADN e ARN Ajuda a manter os níveis de sódio/potássio Participa na síntese de hemoglobina e de eritrócitos
Fontes: 

 Sementes girassol

 Gérmen de trigo

 Banana, abacate, lima

 Arroz integral

 Lentilhas

 Salmão

 Levedura de cerveja

Metabolismo: 

Tem boa absorção por via oral, correspondendo a 95% a 99%, ocorrendo por difusão passiva no duodeno, jejuno e íleo;

No plasma, a piridoxina sofre um processo de fosforilação, sendo transportada pela albumina e hemoglobina até ao fígado e outros órgãos. 

A excreção é feita pela via urinária;

Causas de deficiência: 

 Dietas c/altas concentrações de leucina, álcool, que diminui o armazenamento hepático;

 Alguns sintomas e sinais: mudança de personalidade, depressão, perda do senso de responsabilidade, hipertrofia das pupilas, seborreia da região naso-labial

 

 

Patologias: 

 Hipoglicemia; 

 Queda de cabelo; 

 Na gravidez afecta o bebé, podendo provocar morte deste; 

 Cálculos renais; 

 Debilidade muscular; 

 Anemia;

 No Sistema Cardiovascular deficiência desta vitamina aumenta risco de eventos coronários e AVC p/hiperhomocisteínemia. 

Doses: 

  RDA - até 2mg/dia 

  Nutrição Óptima – 10 a 100mg

  Ortomolecular: 100 a 500mg 

  Antidepressivos - até 5mg em associação triptofano; 

  Anticonvulsivante - até 100mg; 

  Asma-até 50mg;

  Enxaquecas - até 300mg

Toxicidade: 

  Doses acima de 600 mg/dia podem produzir neuropatias periféricas de carácter reversível, aquando da suspensão da piridoxina;

  É tolerável até 500mg; 

  Contudo, ingerida sozinha pode causar deficiências ou desequilíbrios de outras vitaminas do complexo B

 

Interacções: 

  Álcool inactiva a piridoxina; 

  Anfetaminas, antidepressivos, penicilamina, anticonceptivos, hidralazina (anti-hipertensivo), ciclosporina (antibiótico) aumentam as necessidades da B6; 

  Esta vitamina inactiva a levodopa, que é um fármaco usado no tratamento da doença de Parkinson;

  B6 pode diminuir necessidade de insulina nos diabéticos – reajustar doses

Nutrientes sinergéticos: 

 Complexo B; 

 Vit. B1 e B2 - ingerir doses iguais à B6; 

 Ácido pantoténico (B5);

 Magnésio;

 Potássio;

 Vitamina C;

 Ácido linoleico;

 Sódio;

 Zinco

Vitamina C ou ácido ascórbico

Categoria: 
Funções: 
É necessária para produzir cologénio, um proteína que mantém saudáveis as gengivas, os dentes, os ossos, as catilhagens e a pele.
Fontes: 

Frutas e vegetais, citrinos, morangos, kiwis, pimentos e batatas.

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