Nutrientes de A a Z

Flúor (F)

Categoria: 
Funções: 
Importante para a manutenção da estrutura dos ossos e dos dentes; Protege os dentes contra cáries
Fontes: 

  Água fluorada

  Outras fontes provêm da industria farmacêutica na forma de fluoreto de sódio (ex: pastas dentais e liquidos de higiene dental)

Causas de deficiência: 

  Predisposição a cáries

Doses: 

  Na água é normalmente 1mg por litro

  O flúor que se ingere pela água e alimentos em torno de 10mg de fluoreto/dia não oferece risco

Toxicidade: 

  Em altas doses é tóxico- 2,5 a 5g de uma só vez, pode-se atingir níveis de toxicidade que pode levar à morte

  Casos de fluorose do esqueleto com endurecimento dos ossos-consumo de 20 a 80mg/dia por 10 a 20anos

  Altas doses de fluoreto de sódio- 40 a 70mg/dia- utilizadas terapeuticamente, mesmo por longos períodos, dificilmente vão produzir uma fluorose do esqueleto, podendo apenas dar sintomas gastrointestinais.

Fósforo (P)

Categoria: 
Funções: 
Participa da formação e manutenção da estrutura de ossos e dentes; Indispensável para a formação do ATP- molécula que armazena e transfere energia nas células; Desempenha papel importante no metabolismo de gorduras, carboidratos e proteínas; Indispensável à manutenção celular (componente dos ácidos nucléicos- DNA e RNA); Mantém a integridade do sistema nervoso central e dos rins; Auxilia o corpo na utilização de vitaminas
Fontes: 

  Leite e derivados;

  Carnes (boi, porco, aves e peixe), fígado, ovos

  Nozes, cereais e leguminosas

Causas de deficiência: 

  Falta de apetite, emagrecimento, náusea, vômito, tontura, vertigem;

  Ansiedade, irritabilidade, confusão mental, redução de concentração e de memória;

  Consulvão e/ou tremores, fraqueza muscular, cansaço, dificuldade de articular palavras, dores musculares e nos ossos, formigamento

Doses: 

  800 a 1.200mg

Toxicidade: 

  Excesso de fósforo sob a forma de ácido fosfórico causa a excreção de cálcio na urina

INOSITOL

Categoria: 
Apresentação: 

 Inositol; Mio-inositol; factor lipotrópico

Está intimamente ligada à colina e à biotina, encontrando-se em altas quantidades na lecitina. Faz parte do complexo B, pelo que se trata de uma substância hidrossolúvel 

 

Funções: 
Promove a produção de lecitina corporal,prevenindo a acumulação de gorduras no fígado e outros órgãos; as gorduras são removidas do fígado para as células com a ajuda da lecitina; Lipotrópico; Facilita o metabolismo das gorduras e a redução do colesterol no sangue; Juntamente com a colina previne o endurecimento das artérias, protegendo o fígado, os rins e o coração; Ajuda à nutrição das células cerebrais no tratamento da esquizofrenia; Necessário para a adequada condução do impulso nervoso; Previne o enfraquecimento capilar e calvície; Participa na síntese de ARN; Necessário para o crescimento das células de medula óssea, membranas oculares e intestinais
Fontes: 

  O inositol encontra-se na lecitina líquida e granular.

  Tanto os tecidos animais como vegetais contém inositol.

  Nos tecidos animais encontramos como componentes dos fosfolípidos, substâncias que contém fósforo, ácidos gordos e bases nitrogenadas.

  Nas plantas está presente como ácido fítico, um ácido orgânico que une o cálcio e o ferro num compleco que interfere com a absorção dos mesmos.

  Podemos encontrar inositol no fígado, no melaço, na gema de ovo, nos vegetais de folha verde e nos cereais integrais.

Metabolismo: 

  Há algum desacordo sobre como o inositol é sintetizado pela flora intestinal. Todavia, fontes fidedignas indicam que o organismo sintetiza suficientes quantidades de inositol a partir da glucose; e que cerca de 7% de inositol é convertido em glucose. No entanto outras fontes indicam que a síntese ocorre dentro da célula individual.

  A quantidade que o corpo excreta diariamente é pequena, cerca de 37mg. O diabético excreta mais inositol que o não diabético.

  O café, em grandes quantidades, pode criar carências de inositol. 

Causas de deficiência: 

  O consumo de café e bebidas que contenham cafeína

  Elevado consumo de gorduras polinsaturadas

  A diabetes

  Consumo de sulfamidas

  Uso de estrogéneos

  Processamento dos alimentos

Patologias: 

  Acumulação de gordura no fígado

  Queda de cabelo

  Distrofia muscular

  Ansiedade e insónia

  Aumento de colesterol no sangue

  Eczema

  Problemas oculares

Doses: 

Adulto


  Nutrição óptima: 100 a 500 mg

  Medicina ortomolecular: 100 a 3.000 mg

Toxicidade: 

Não existem informações sobre a existência de efeitos tóxicos

Interacções: 

  Tomar inositol em suplementos na quantidade idêntica à colina.  

  Tomar por cada 3 partes de inositol, 1 parte de vitamina B3.

  O consumo suficiente de inositol e colina aumenta a efetividade da vitamina E ingerida

Nutrientes sinergéticos: 

  O complexo B

  A vitamina B-3

  Ácido gama amino butírico (GABA)- ajuda na sua utilização

  Vitamina B-12

  Colina

  Ácido linoleico

Iodo (I)

Categoria: 
Funções: 
Componente dos hormônios da glândula tireóide (regulam o metabolismo)
Fontes: 

  Peixes, frutos do mar e sal iodado, algas

Causas de deficiência: 

  Hipotireoidismo em adultos- Crescimento exagerado da glÂndula tireóide (bócio), apatia, sonolência, obesidade, sensação de frio, pele seca e fria, pressão arterial e frequência cardíaca baixa.

  Cretinismo em crianças- retardamento no desenvolvimento fisico, mental e sexual

Doses: 

  250 mcg

Toxicidade: 

  Excesso vai interferir na função da tiróide e causar erupções de acne

Magnésio (Mg)

Categoria: 
Funções: 
Activa diversas enzimas que actuam no metabolismo; Necessário para o funcionamento normal de nervos e músculos (inclusive cardíaco); Importante para a estrutura dos ossos; Essencial para a síntese de ATP; Síntese de ácidos nucleicos; Juntamente com o cálcio, actua na permeabilidade das membranas; Nas plantas, constitui o átomo central da clorofila, sendo de imensa importância no processo de fotossíntese.
Fontes: 

  Cereais integrais, amêndoa, nozes,, castanha de caju, milho, ervilha, soja, vegatais verdes, frutas e alimentos marinhos

   No mercado existem várias formas: óxido de magnésio, sulfato de magnésio, hidróxido de magnésio e o carbonato de magnésio, sendo que este último não é recomendado por ser de dificil absorção

Causas de deficiência: 

  Dores e espasmos musculares, cãibras, fraqueza, náuseas e vômitos, função cardíaca debilitada

Doses: 

  400 a 600mg

Toxicidade: 

  Pessoas com doenças renais ou com medicação para o coração só devem tomar o suplemento sob orientação médica.

  Diarreia constuma ser um sintoma de excesso de magnésio

Manganês (Mn)

Categoria: 
Funções: 
É necessário para a activação de diversas enzimas; síntese de ácidos gordos, função da tiróide, formação do tecido conjuntivo e ossos; Importante na utilização da glicose para o fornecimento de energia; Antioxidade- pois faz parte do SOD mitocondrial e representa a 1ª linha de defesa do organismo perante a formação de radicais livres denominados por superóxidos- em doses baixas (doses inferiores a 5 mg/dia)
Fontes: 

  Cereais integrais, frutas, verduras e leguminosas, nozes, espinafres- dependendo do solo em que são cultivados

Causas de deficiência: 

  Emagrecimento, fadiga, falta de resistência física, crescimento lento de unhas e cabelos, alteração da tolerância À glicose e da síntese de insulina, redução da fertilidade, reações alérgicas e inflamatórias aumentadas.

Doses: 

  A dose óptima é desconhecida, contudo pode ir de 2 a 5 mg/dia

  Existe literatura que refere 5 a 10 mg

Toxicidade: 

  Excesso pode interferir na absorção do ferro e causar a sua deficiência

Molibdênio (Mo)

Categoria: 
Funções: 
Necessário para a activação de algumas enzimas; Activo nos sistemas de enzimas com o metabolismo do álcool, ácido úrico e enxofre
Fontes: 

  Carnes, ovos, leite e derivados, cereais integrais, leguminosas

Causas de deficiência: 

  É rara, mas pode ocorrer nos casos de excesso de cobre na dieta. Os sintomas incluem dor de cabeça, aparia, falta de apetite, palpitações, redução da visão noturna

Doses: 

  Podem variar entre 0,075 a 0,25mg/dia

  Excepcionalmente é possivel encontrar pacientes a tomar entre 1 a 2 mg, principalmente em indivíduos que vêm de zonas, onde o molibdênio do solo é pobre 

Toxicidade: 

  Doses entre 10 a 15mg pode provocar sintomas parecidos com hiperuricemia ou gota

PABA

Categoria: 
Apresentação: 

Ácido para-aminobenzoico, Vitamina Bx, Vitamina H bacterial

É considerada uma substância hidrossolúvel única, dado que se trata de uma vitamina dentro de uma vitamina, combinando-se com o ácido fólico; É uma parte integral do complexo vitamínico B

Funções: 
Estimula as bactérias intestinais, levando-as a produzir ácido fólico, que favorece a síntese de ácido pantoténico; Como coenzima, o PABA trabalha na ruptura e utilização das proteínas, como na formação de células sanguíneas, especialmente as vermelhas; Ajuda a formar o ácido fólico; Importante para a utilização de proteínas; Importante para a obtenção e manutenção de uma pele saudável; Útil em casos de eczema, lúpus, e mudanças na pele devidas a envelhecimento, previne o vitíligo. Adequada pigmentação do cabelo. É usado em combinação com o ácido pantoténico, colina e ácido fólico no tratamento de embranquecimento de cabelo; Saúde dos intestinos.
Fontes: 

  O fígado

  O melaço

  O iogurte e os alimentos de leite fermentado

  Cereais integrais

Metabolismo: 

É armazenado nos tecidos corporais; É também sintetizado por bactérias simbióticas nos intestinos. Estas condições, em que os instestinos são favoráveis, permitem que o organismo possa produzir seu próprio PABA

Causas de deficiência: 

  Uma defeciência pode resultar do uso de sulfamidas que reduz a capacidade do PABA funcionar devidamente nos intestinos

  O álcool

  O estrogéneo

  Os antibióticos

Patologias: 

  Fadiga

  Irritabilidade

  Depressão

  Nervosismo

  Obstipação

  Embraquecimento de cabelo

Doses: 

  Nutrição Óptima- 50 a 100mg

  Ortomolecular- 100 a 1.000mg

Toxicidade: 

  De baixa toxidade, no entanto, elevadas doses consumidas durante um longo período de tempo é prejudicial para o fígado, o coração e rins.

  Os sintomas mais habituais são náuseas, vómitos e problemas de pele.

Nutrientes sinergéticos: 

  O complexo B

  O ácido pantoténico

  O ácido fólico

  Vitamina C

Potássio (K)

Categoria: 
Funções: 
Actua na manutenção do equilíbrio hídrico (principal íon positivo no interior das células); Equilíbrio ácido-base; Influência a contracção muscular e a actividade dos nervos( transmissão de impulsos nervosos); Importante na regulação da pressão sanguínea; Participa da síntese de glicogênio, de proteínas e do metabolismo energético;
Fontes: 

  Verduras, espinafres, frutas (maçã, banana, laranja), leguminosas, carnes e leite

Causas de deficiência: 

  Sede excessiva, perda de apetite, arritmia, fraqueza muscular, apatia

  Dietas ricas em potássio previnem a hipertensão (pressão arterial alta) e doenças cardiovasculares.

Doses: 

  2.000 a 3.000 mg

Toxicidade: 

  Pessoas com doenças renais ou cardíacas ou que estejam a tomar medicação para a hipertensão só devem ingerir potássio sob orientação médica

Selenio (Se)

Categoria: 
Funções: 
Actua como poderoso antioxidante (neutraliza moléculas instáveis que podem danificar as células- os radicais livres); potencia igualmente os efeitos da vitamina E contra a peroxidação lipidica nas membranas celulares; Na enzima glutationa peroxidade (importante antioxidante contra a oxidação dos lípidos) contêm uma molécula de selenio; Actua na prevenção de anemia e esterilidade (em associação com a vitamina E); Função da tiróide; Desenvolvimento do feto durante a gravidez
Fontes: 

  Carnes, peixe, fígado, mariscos, cereais, leguminosas, hortaliças

  Brocolos, pepino, alho, cebola

Causas de deficiência: 

  Fraqueza muscular e dores musculares; manchas brancas nas unhas

Doses: 

  30 a 100 mcg/dia

  Em certos casos pode ir até 200mcg

Toxicidade: 

  Dificilmente é tóxico

  Anomalias dentárias, depressão náusea, vómitos

Notas:

1. A suplementação no mercado pode ser através do selénio na forma inorgânica (selenito sódico, selenato sódico) ou na forma oorgânica (selénio metonina ou lisina). Há também o selénio quelado.

2. Na forma de selénio orgânico, não tem sido verificado efeitos secundários.

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