Nutrientes de A a Z

Vitamina D

Categoria: 
Apresentação: 

Calciferol, Colecalciferol, Ergocalciferol, Ergosterol, Viosterol Liposoluvel 

Desde que se descobriu o calciferol na sua estrutura bioquímica tem-se correlacionado o mesmo com vitaminas, mas biologicamente na sua forma activa comporta-se como uma hormona, importante no metabolismo do cálcio.

É encontrada em 3 formas distintas:

  Vitamina D1 ou Calciferol

  Vitamina D2 ou Ergocalciferol

  Vitamina D3 ou Colecalciferol

O calciferol deriva do colesterol e pode ser obtida pelo organismo de 3 maneiras distintas:

a) Ingestão de alimentos que contenham um composto colecalciferol (provitamina D-3) como é o caso de óleos de fígado de peixes como o bacalhau

b) Por exposição solar, a qual activa uma forma de colesterol presente na pele-7-dehidrocolesterol, convertendo-o em colecalciferol

c) Por ingestão de preparados sintéticos elaborados mediante a exposição de ultravioletas, que podem actuar como precursoess da provitamina D (D-2). Um destes composros mais biologicamente activo é o ergosterol, que se encontram quer no mundo vegetal, quer no animal

Funções: 
Promover a absorção do cálcio e fósforo a nível intestinal; Actua sobre o sistema ósseo, provocando a libertação do cálcio do sistema circulatório até onde é necessário- ossos, dentes. Neste processo também é importante a presença da acção da hormona paratiroidea. Ajuda na síntese das enzimas das membranas mucosas que estão envolvidas no transporte activo do cálcio disponível; Promover o normal crescimento das crianças e adolescentes; Sistema nervoso e muscular: a regulação dos níveis de cálcio é vital para a transmissão do impulso nervoso e contracção muscular; Favorecer a coagulação: Em caso de deficiência nos níveis de cálcio, promove a libertação deste dos ossos para manter os níveis normais no sangue; No sistema imunitário pelo provável efeito imunomodelador.
Fontes: 

  Peixes gordurosos

  Fígado

  Gema de ovos

  Sementes de girassol

 

Metabolismo: 

  Pelas fontes dietéticas, esta vitamina é absorvida com as gorduras no epitelio intestinal com a ajuda da bílis

  Pela exposição solar, sintetizada na pele, ela é absorvida diretamente para a corrente sanguínea

  Depois da absorção é transportada ao fígado, onde é armazenada, contudo existem outros orgãos para esta função (pele, cérebro, baço)

Causas de deficiência: 

  Pouca irradiação solar

  Trabalhar à noite

  Oxidação das gorduras nos alimentos

  Cirrose

  Insuficiência renal

  Tratamentos médicos com anti-epilepticos

  Danos na mucosa intestinal

Patologias: 

  Raquitismo 

  Ossos e dentes frágeis

  Hipocalcemia e hipofosfatemia

  Arqueamentos das pernas

  Pobre desenvolvimento muscular

  Osteoperose

  Devido à vitamina D trabalhar em conjunto com as hormonas da paratiroide para regular transporte do cálcio, uma deficiência desta vitamina pode causar tetania (espasmos musculares intermitentes)

Doses: 

  DDR: 400 U.I

  Nutrição óptima: 200 a 2.000 U.I adultos

  Ortomolecular: 2.000 a 10.000 U.I

Toxicidade: 

  É necessário ter cuidado com esta vitamina, pois torna-se tóxica numa dose regular de 25.000 U.I , não devendo mesmo exceder o consumo diário de 2.000 U.I sem supervisão médica

  Um dos principais problemas do excesso desta vitamina é a deposição de cálcio nos tecidos como artérias, rins, coração e pulmões

Intoxicação nas crianças:

  Perda de apetite

  Náuseas, vómitos

  Sede constante

  Aumento de cálcio no sangue

  Dores de cabeça intermitentes

  Diarreias alternadas com obstipação

Intoxicação nos adultos: 

  Perda de apetite e de peso

  Vómitos

  Sinais de ulcera gástrica

  Debilidade

  Sede intensa; Sudoração constante

  Aumento do cálcio na urina

  Aumento dos níveis de cáçcio e fósforo no sangue

  Perturbações no funcionamento renal

Interacções: 

  Drogas hipolipemiantes, colestiramina e laxativos interferem na absorção

  Álcool interfere na conversão do calciferol na sua forma activa

  Ácido pantotenico é necessário para a síntese de vitamina D

Nutrientes sinergéticos: 

  Vitamina A (10 A: 1D)

  Colina- previne a toxicidade

  Vitamina C- previne toxicidade

  Cálcio

  Fósforo

  Vitamina F (Ácidos gordos)

Vitamina E

Categoria: 
Apresentação: 

Tocoferol, Alfa tocoferol, Lisposoluvel

Forma parte das membranas celulares, protegendo-as da entrada de toxina, metais tóxicos e microrganismos. De extrema importância é o seu efeito antioxidante, inibindo os radicais livres e a peroxidação lipídica (sendo co-factor na formação de glutationa peroxidase)

Funções: 
Antioxidante (nomeadamente das vitaminas do complexo B, vitamina C e outras substâncias); Tem efeitos extraordinários sobre o sistema reprodutor, ajudando a prevenir abortos, aumentar a fertilidade masculina e feminina; Previne a alteração dos ácidos gordos saturados e a vitamina A, evitando que estes se tornem danosos para o organismo; Tem um papel essencial na respiração celular de todos os músculos, especialmente o cardíaco e esqueléticos; Provoca vasodilatação, aumentando a circulação sanguínea; Agente antitrombinico- Inibe a coagulação do sangue, ou seja a formação de coágulos; Previne o envelhecimento celular; Aumenta a proporção de HLD colesterol no sangue e evita a oxidação do LDL colesterol; Melhora a acção da insulina na diabetes
Fontes: 

  Azeite

  Girassol

  Salmão

  Abacate

  Ovos

Metabolismo: 

  Tem absorção de 25 a 85% por via oral; É hidrolizada no intestino delgado 

  É transportada pela via linfática; na circulação sanguínea é carregada em maior cincentração por lipoproteinas de baixa densidade e em menor concentração pelas lipoproteinas de alta e muito baixa densidade

  É armazenada no tecido adiposo, muscular e hepático

  A excreção é realizada em 80% por bile e os restantes 20% por via urináriana forma hidrosolúvel, uma vez que é convertida noutra substância para sua excreção

Causas de deficiência: 

Nos Alimentos: Calor, Oxigénio, Processamento, Degradação das gorduras

No Homem:

  Absorção deficiente das gorduras devido a doenças intestinais ou hepáticas

  Álcool

  Doenças pancreáticas

  Intervenções cirúrgicas ao estômago ou intestinos

  Consumo de ferro inorgânico- este deve ser ingerido entre 8 a 12h depois da vitamina E

  Ingestão de gorduras rançosas

  Anticoncepcionais

Patologias: 

  Degeneração e distrofia muscular

  Esterilidade masculina e feminina

  Nascimentos prematuros

  Anemia

  Pele seca

  Facilidade de aparecimento de hematomas

  Alteração dos ácidos gordos essenciais no organismo

  Debilidade e letargia

  Incapacidade por parte do corpo em utilizar vários aminoácidos essenciais

  Redução do funcionamento das glândulas adrenais e pituitária

  Bloqueio dos canais biliares

Deficiência grave:

  Dano a nível dos rins e fígado

  Degeneração dos tecidos nos testiculos

Doses: 

  RDA: até 80 UI/dia

  Nutrição óptima: 200 a 800 U.I adultos

  Ortomolecular: 400 a 2.000 U.I 

Toxicidade: 

Apesar de ser liposolúvel não é considerada muito tóxica porque o seu armazenamento no corpo é de curta duração.Pode apresentar-se com doses acima de 1200 UI e incluem: náuseas, cefaleias, hipoglicemia, retardamento no processo de cicatrização, micro hemorregias, aumento da pressão arterial

Interacções: 

  A Associação de vitamia E+C+Beta-caroteno+ selénio tem efeito sinergético como antioxidante

  Altas doses de tocoferol interferem com a vitamina K no efeito anticoagulante

  O ferro inorgânico inactiva a vitamina

  Ingerir doses adicionais se a dieta for rica em gorduras

  Ter atenção a doentes hipertensivos (começar com doses mais baixas)

Nutrientes sinergéticos: 

  VitaminaA

  Complexo B

  Vitamina C (ajuda a protegê-la contra a oxidação)

  Vitamina F

  Maganésio

  Selenio

Vitamina F

Categoria: 
Apresentação: 

Ácidos Gordos Polinsaturados ( linoleico, linolénico, araquidónico), Ácidos Gordos Essenciais

Os ácidos gordos polinsaturados essenciais formam um grupo de substâncias nutritivas de carácter liposoluvel, que o organismo não consegue sintetizar, logo tem de ser obtido através da dieta alimentar. 

A denominação de vitamina F não é ainda aceite pela comunidade científica de uma forma geral.

Os ácidos gordos polinsaturados essenciais incluem 2 séries: a série Ómega 6 e a série Ómega 3

Série Ómega 6: ácido linoleico (precursor no organismo do ácido linolénico e de ácido araquidónico) e o GLA (ácido gama linolénico)

Série Ómega 3: EPA (Ácido eicosapentaónico) e o DHA (Ácido docosahexaenoico)

Funções: 
Favorece a respiração dos órgãos vitais; Nutre as células da pele; Ajuda a regular o índice de coagulação do sangue e realiza uma função vital eliminar o colesterol depositado nas artérias (arrastando o colesterol)- ómega 3; Protege a mielina das células nervosas; Ajuda a reduzir o peso ao eliminar as gorduras saturadas; Reduz o nível dos triglicerideos no sangue; Aumenta o índice de HDL-ómega 3; Induzir uma actividade glandular normal, especialmente as glândulas adrenais e tiróideas; Fomentar a síntese de prostaglandinas (hormonas de potente acção biológica, que controlam muitos processos metabólicos no organismo); Fomentar o adequado funcionamento do sistema reprodutor
Fontes: 

  Ácido linoleico: está presente em aliementos como gérmen de trigo, óleos vegetais (girassol, soja, milho), óleo de fígado de bacalhau;

  Ácido gama-linolenico: é produzido no organismo a partir do ácido linoleico por acção enzimática. Os ínicos alimentos que contém quantidade substancial são: o óleo de prímula, e o óleo de borragem.

  Ácido decosahexaenoico (DHA): encontrado em concentrações altas no leite materno, e nos peixes como salmão, cavala, arenque, atum.

  Ácido eicosapentaónico (EPA): encontado também nos peixes ricos em DHA

Metabolismo: 

  Após acção de enzimas (estômago, I.Delgado e Pâncreas) dá-se a conversão das gorduras em ácidos gordos e glicerol; estes são absorvidos pelas paredes intestinais e chegam pela veia porta ao figado; Armazenado em tecidos adiposos

Causas de deficiência: 

  Nos Alimentos: calor, oxidação, fritura dos óleos

  No homem: Tratamentos com radiação, consumo exagerado de gordura saturada

Patologias: 

  Problemas de pele (eczema, acne, pele seca), cabelos, unhas

  Alergias

  Cálculos biliares

   Altos níveis de LDL colesterol

   Impossibilidade de síntese de prostaglandinas e outras hormonas

  Doenças de coração, sistema circulatório, renais

Doses: 

  Nutrição ópyima: 100 a 600mg

  Ortomolecular: 300 a 1.800mg 

  Nota: Suplementar ou aumentar as doses de vitamina E para evitar a oxidação

Toxicidade: 

  Não háefeitos tóxicos conhecidos, contudo doses excessivas podem provocar alterações metabólicas.

  Não devem ser usados de forma indiscriminada

Interacções: 

  Manter um equilibrio entre os ácidos gordos insaturados e os saturados (2:1)

  O grande consumo de H.carbono, faz aumentar a necessidade de ácidos gordos insaturados. 

Nutrientes sinergéticos: 

  Vitamina A, C, D, E

  Fósforo

Vitamina K

Categoria: 
Apresentação: 

Liposoluvel

Existem 3 formas de vitaminas K:

  K1- Filoquinona- presente nas verduras e hortaliças

  K2- Menaquinona, Konaquiona- origem animal e bacteriana (síntese saprófita)

  K3- Menadiona

Funções: 
Actua na coagulação sanguínea-activando o sistema enzimático carboxilase dependente, presente na membrana microssomal hepática, responsável pela síntese de factores de coagulação (protrombina); É vital para o correcto funcionamento do fígado; Está envolvida no processo corporal de fosforilação, ou seja, conversão da glicose em glicogénio; Previne excesso de fluxo menstrual; É um importante factor de vitalidade e longevidade
Fontes: 

  Nabo, Brócolos, Alface

  Queijo, Leite, Manteiga

  Fígado

  Carnes

Metabolismo: 

  Tem uma absorção de 40 a 80%, que ocorre pela ingestão oral, no intestino delgado.

   As formas biologicamente activas (K1 e K2) requerem a presença de bile e suco pancreático.

   Já na circulação linfática são transferidas dos quilomícrons para as lipoproteinas B e levadas para os principais órgãos de captação: fígado, pele e músculos.

  É armazenada em menor quantidade e essa reserva tem uma duração de cerca de 30 dias.

  A excreção é feita por vias urinárias e fecal na forma intacta como óxidos ou glucoronídeos de vit. K na forma conjugada.

   Esta vitamina também pode originar-se da síntese bacteriana no I. Grosso, pela flora bacteriana, e supre 50% das necessidades diárias.

Causas de deficiência: 

  Má absorção de gorduras.

  Obstrução dos ductos biliares.

   Administração prolongada de antibióticos.

  Transtornos hepáticos.

   Cancro.

  Aspirinas.

  Toma de anticoagulantes (varfarina)- efeito antagonista

Patologias: 

  Hipoprotrombinemia- condição caracterizada por um aumento ou prolongamento indifinido do tempo necessário para a coagulação.

  Hemorragias em qualquer parte do corpo.

  Abortos.

  Doença celíaca

Doses: 

  RDA: até 0,3 mg/dia

  Nutrição óptima: 300 a 500 mcg

Ortomilecular: 30 a 40mcg por quilo de peso- adultos

Toxicidade: 

  A vitamina K natural é armazenada no organismo sem produzir sintomas de toxicidade, contudo doses excessivas de vit K sintética pode provocar reacções tóxicas. Pode apresentar toxicidade em doses acima de 5mg.

  No recém-nascido causa hiperbilirrubinemia.

  Outros efeitos são doença hepática e anemia hemolítica

Interacções: 

  Devido à vitamina K (sintética) ser biologicamente muito activa nos processos de coagulação, as pessoas que a ingerem regularmente com uma dieta moderna desiquilibrada, têm mais risco de padecer de uma trombose.

  Pessoas que tomam antocoagulantes devem ter em conta que a vit K sintética pode por  em causa a efetividade destes fármacos, e por outro lado também inibem a absorção da vitamina K natural

Nutrientes sinergéticos: 

  Probioticos.

  Vitamina F (Ácidos Gordos).

  Cobre.

  Ferro.

  Magnésio

Vitamina P

Categoria: 
Apresentação: 

Bioflavonides, complexo bioflavonoideo (rutina, hesperidina, quercitina, citrina,etc)

São um grupo de nutrientes hidrossolúvel brilhantemente coloridos que se encontram em diversos grupos de vegetais e frutos acompanhados de vitamica C.

Funções: 
Favorecer a adequada absorção e o uso da vitamina C; Ajuda a vitamina C na manutenção do colágenio; Incrementar a força dos capilares sanguíneos e regular sua permeabilidade; Previne a ruptura e hemorragias capilares; Ajuda na protecção contra infecções; Actua como agente anti-inflamatório; Antioxidante;
Fontes: 

  Fruta (limão, laranja...) e vegetais

Metabolismo: 

  Muito similar à vitamina C

Causas de deficiência: 

  Nos alimentos: Calor, Luz, Cozedura, Oxigénio

  No Homem: Tabaco, Ingestão diminuída de frutas

Patologias: 

  Maior susceptibilidade a infecções

   Hematomas

   Tendência a hemorragias

Doses: 

  Nutrição ótima: 50 a 500mg

  Ortomolecular: 500 a 3.000mg

Toxicidade: 

  Não são tóxicos

Interacções: 

  Ingestão com vit.C para uma acção mais eficaz, pois é um co-factor natural, sendo a proporção certa de 1 parte de bioflavonoides para 10 de vit C

Nutrientes sinergéticos: 

  Vit. C

Zinzo (Zn)

Categoria: 
Funções: 
Componente de várias enzimas (actua nos processos de digestão, síntese de proteínas e de ácidos nucléicos); Essencial para o correto funcionamento dos sistemas imunológicos e reprodutor; Mantém os níveis sanguíneos de vitamina A; Auxilia na cicatrização de ferimentos; Faz parte das moléculas de muitas enzimas antioxidantes; Participa na composição do SOD; Tem um papel muito importante para manter a estrutura e a função das membranas celulares
Fontes: 

  Carne, fígado, ovos, peixe, mariscos, leguminosas, frutos secos

   No mercado apresenta-se na forma de sulfato de zinco, acetato de zinco, gluconato de zinco, citrato de zinco, aminoácido quelados de zinco, picolinato de zinco, aspartato de zinco e orotato de zinco.

Nota: 

1. O sulfato de zinco (forma mais comum) pode produzir irritação gástrica

2. A forma quelada é a que permite melhor biodisponibilidade do zinco

Causas de deficiência: 

  Atraso no crescimento e na maturação sexual, dificuldade na cicatrização de feridas, diminuição do apetite e redução do paladar, predisposição a doenças infecciosas

Doses: 

  15 a 30 mg

  Existe informação de suplementação de 30 a 50 mg sem efeitos adversos; Importante é a relação de zinco/cobre (10/1)

  Em pacientes imunodepressivos ou que precisam de uma cicatrização mais rápida- doses entre 100 a 150mg

Toxicidade: 

  Rara

  Doses acima de 150mg podem causar supressão do sistema imunitário, desconforto digestivo ou anemia

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